23/07/2014

EE.UU. afirma que Rusia no estuvo implicada en derribo del MH17


Representantes del servicio secreto de inteligencia de los Estados Unidos descartan tener pruebas contuntendes que impliquen a Moscú en el derribo del Boeing 777 de Malaysia Airlines al este de Ucrania. Insisten en que fue impactado por un misil tierra-aire.

Altos funcionarios del servicio de inteligencia de los Estados Unidos descartaron que Rusia esté involucrada en el siniestro del avión Boeing 777 de Malaysia Airlines, derribado el pasado jueves en el este de Ucrania con 298 pasajeros a bordo.

De acuerdo con los agentes, el responsable del derribo no ha sido encontrado y señalaron que aún no tienen pruebas que confirmen la participación de Moscú en el posible atentado. Sin embargo, estiman que el avión fue derribado por error y pudo haber impactado accidentalmente con un misil tierra-aire SA-11, lanzado por las milicias federalistas o por las tropas de Kiev.

Las consideraciones de los representantes de servicios secretos norteamericanos no bastan para que EE.UU. desista de imponer sanciones a Rusia. Este martes, decidió ir nuevamente en contra de Moscú con sanciones mucho más duras que afectan a las principales empresas rusas de la energía y el sector bancario, reduciendo su capacidad de emitir nueva deuda.

Desde el 17 julio, en el suroriente de Ucrania se intensificaron los combates entre el Ejército ucraniano y la milicia federalista. Un día después el avión de Malaysia Airlines se estrelló en una zona controlada por autodefensas, quienes de inmediato alegaron no tener armas de largo alcance, tras las acusaciones de la comunidad internacional.

El Consejo de Seguridad de la ONU ya aprobó la resolución para la investigación internacional de la catástrofe del vuelo MH17 de Malasia. Holanda, con 193 víctimas, asumió el liderazgo en la investigación de las circunstancias de la catástrofe. Este lunes, los independentistas entregaron dos cajas negras del avión a las autoridades malasias para ser analizadas por investigadores británicos.

No teleSUR
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As pesquisas de julho — DatafAlha e Globope


Expectativa de vitória
De acordo com o Ibope, 54% dos entrevistados (independentemente da intenção de voto) acham que o futuro presidente da República será Dilma Rousseff; 16% opinaram que será Aécio Neves; 5% acreditam que será Eduardo Campos.

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Barrigada global, mais uma...

Gois e Noblat, barrigada em dose dupla

O dia em que O Globo matou Ariano Suassuna antes da hora

Ariano Suassuna
A passagem é manjada, mas deliciosa. Em 1897, um jornalista foi destacado para saber da saúde do escritor Mark Twain, que estaria debilitada. Twain recebeu o repórter e explicou a situação. Na verdade, quem estava nas últimas era seu primo.

Em seguida, contou a história no extinto New York Journal, num artigo que incluía uma frase hoje clássica: “As notícias da minha morte foram exageradas”. A citação seria usada, depois, por meio mundo, nas situações mais diferentes, eventualmente com variações.

No afã de dar o furo sobre a morte de Ariano Suassuna, internado no Recife por causa de um AVC hemorrágico, o Globo resolveu dar cabo do escritor.

O colunista Ancelmo Gois publicou em seu blog: “A Academia Brasileira de Letras acaba de informar que morreu o acadêmico Ariano Suassuna, 87 anos”. Ciente da barrigada, Ancelmo saiu-se com uma conversa de que a ABL “voltou atrás”.

Nesse intervalo, a nota de Ancelmo andou, como diz um amigo, como uma égua. Tempo suficiente para Ricardo Noblat dar sua parcela de contribuição ao debate.

Não se sabe de onde, nem por quê, Noblat cravou: “É uma questão de horas a morte do escritor Ariano Suassuna, vítima, ontem, de um AVC, operado às pressas no Recife. Lamento mutíssimo [sic].”

Não, Noblat não tem nenhuma fonte que lhe passou a informação quentíssima e consta que não possui poderes mediúnicos. É apenas um chute pretensamente esperto.

Ora, o estado de Suassuna é gravíssimo. Está por questão de horas — como nós, aliás. Se duas ou 20, Noblat não faz ideia. Em todo caso, ele já lamenta muitíssimo. No médio ou longo prazos, ele acerta e sai cantando: “Eu não avisei, eu não avisei?”

Virou piada, é claro. Alguém, maldosamente, disse que no Globo a morte cerebral de Noblat já é dada como certa; outro lhe perguntou, via redes sociais, se vai chover amanhã.

Há poucos meses, as “fontes” de Noblat lhe garantiram que Lula seria candidato no lugar de Dilma. Era batata. Diante dos fatos, não se retratou, não explicou, nada. Pra quê? Dane-se a realidade.

O Globo, entre outras coisas, é o mesmo jornal que deu uma entrevista fantástica de Mario Sergio Conti com o sósia de Felipão e que, dias antes da Copa, perpetrou um editorial apocalíptico declarando que o caos era inevitável e “o jogo estava perdido”.

Neste momento, Suassuna está em coma e respira com ajuda de aparelhos. Ele teria material para uma história incrível, entre o pândego e o patético, sobre a decretação antecipada de seu falecimento. Mark Twain já aconselhou: “Apure os fatos, primeiro, e então você pode distorcê-los o quanto quiser”.

Kiko Nogueira
No DCM
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22/07/2014

Como pensa a elite brasileira

A elite brasileira comprou o livro de Piketty, O Capital no Século 21. Não gostou. Achou que era sobre dinheiro, mas o principal assunto é a desigualdade.

ArquivoA elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.

A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.

Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós. Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.

Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.

A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público — para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.

A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.

Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.

Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.

O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.

A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.

Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.

A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.

Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.

A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.

Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com  a coisa e reclama que "ninguém" vai para a cadeia. "Ninguém" é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.

A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.

A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.

Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.

A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.

Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é "responsabilidade fiscal".

Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer "contabilidade criativa".

Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de "Desvinculação das Receitas da União" —  inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.

A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.

A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas acha que rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.

A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado "O Capital no Século 21". Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade. 

A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.

A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.

Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.

Antonio Lassance
No Carta Maior
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O candidato Aécio e seu aeroporto privado feito com dinheiro público

Procedimento correto este adotado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) de investigar os voos no aeroporto da fazenda de um tio-avô do candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG), em Cláudio (MG). E os tucanos ainda têm a coragem de dizer que o governo usa a máquina oficial para perseguir seu candidato? Mas qual é mesmo o papel da ANAC, se não esse tipo de fiscalização?

E a ANAC deu todas as explicações sobre a sua iniciativa. Como o aeroporto ainda não está homologado, não poderia ter sido colocado em uso. E foi pelos usuários que pediram e obtiveram “a chave” do aeroporto do tio do senador-candidato a presidente, único que tem a tal chave desde que o aeroporto ficou pronto em 2010.

A Agência informou que não há autorização para movimentação no aeroporto, construído por R$ 14 milhões, dinheiro do Tesouro de Minas, quando Aécio cumpria seu último mandato de governador do Estado (2007-2010),  em área desapropriada pelo governo do Estado. E informações entre as mais recentes sobre o caso dão conta de que a empreiteira que construiu a obra contribuiu para as campanhas eleitorais de Aécio Neves e de seu sucessor no Palácio da Liberdade, governador agora candidato a senador, Antônio Anastasia.

Aeroporto escancarou a fraude que é o administrador Aécio

O fato é que o aeroporto privado construído com dinheiro público na fazenda da família do senador escancarou a fraude que é o administrador Aécio Neves, e o quanto e a mídia e responsável por esta sua falsa imagem, seja de excelente administrador, seja como político.

Vai ver que se a folha de s.Paulo não tivesse descoberto este escândalo do aeroporto privado feito com dinheiro público por Aécio, daqui a pouco a obra seria apresentada como mais uma do seu “choque de gestão”, essa outra fraude que ele e os tucanos apresentam como exemplo de gestão do PSDB e que, no fundo, não passa de demissão de funcionário público, corte de investimentos, sucateamento da máquina pública, busca do tal Estado mínimo que eles tanto defendem.

Não sabemos se pelo fato de o senador sempre ter vivido no Rio e não em Minas, seu dois governos (2003-2010) à frente do Estado não ostenta nenhuma grande realização. O Centro Administrativo que construiu em substituição à sede do Executivo mineiro (Palácio da Liberdade) e a que deu o nome do avô, Tancredo Neves, nunca foi realmente investigado.

Nada em nenhuma área em Minas destaca os governos Aécio no Estado

Não há nada na Saúde, ou mesmo na Educação — apesar da propaganda — que destaque um ou os seus dois governos. aliás, falando sobre saúde, para saber como está a área em Minas, passem as primeiras horas da manhã nas imediações de grandes hospitais da capital paulista, como a Santa Casa e a Beneficência Portuguesa. Ficam congestionados de ambulâncias que levam pacientes de Minas para tratamento em São Paulo.

Tampouco há destaque de um ou de seus dois governos na área de infraestrutura no Estado das Geraes. A atuação da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), então, é um mistério. E não é só por aquela desonestidade recente, não, de ter pleiteado um reajuste maior na tarifa de energia, esconder este fato, ter recebido autorização para um reajuste menor e depois alardear em anúncios em Minas que o aumento da conta de luz era decisão do governo federal.

Há necessidade de começar a apurar tudo isso, denunciar, mostrar à opinião pública, ao eleitor. O senador em entrevistas ergue um muro, se recusa a responder sobre estas coisas e sobre outras pessoais. Não pode, nem resolve. Ele precisa responder sobre seus atos. E a mídia tem de começar a fazer uma cronologia de como ela própria o favoreceu e escondeu seus erros no governo e em sua vida política e pessoal para criar essa imagem que agora o marketing da campanha, com apoio da mídia, começa a desenhar e a reforçar.

No Blog do Zé
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Quem vazou a informação do aeroporto?


Uma pergunta se alastrou pela internet depois que a Folha publicou a informação de que Aécio mandara construir — ou reformar, segundo ele — um aeroporto numa fazenda de um tio. (Ele afirma que a fazenda já não era do tio quando recebeu a obra.)

Quem vazou?

É um caso antigo, de alguns anos. Não é um fato novo, propriamente. Por que isso não apareceu antes?

A informação não foi fruto de um trabalho de investigação jornalística da Folha.

Alguém passou ao jornal a informação. É assim que as coisas funcionam. Ao contrário do que as mentes ingênuas e românticas acreditam, os maiores furos jornalísticos quase não envolvem repórteres, editores, subeditores, fotógrafos e quem mais for.

Tudo se resume na entrega, para o veículo certo, de um dossiê que comprometa alguém.

Carlinhos Cachoeira é um símbolo disso, com os escândalos que forneceu à Veja. Pode-se dizer que nenhum repórter da Veja, nos últimos anos, foi tão produtivo quanto Cachoeira.

Quem viu House of Cards conhece o mecanismo que leva alguns políticos ao topo, e muitos ao abismo.

Na série, furioso por não ter recebido o cargo prometido pelo novo presidente americano, Francis Underwood vai passando informações comprometedoras sobre desafetos até chegar à Casa Branca.

Alguém entregou Aécio, isto é fato.

Mas quem?

Os internautas se agitaram em torno dessa pergunta.

O primeiro suspeito, nas especulações, é o suspeito de sempre: Serra. Em torno de Serra se construiu a lenda — ou a realidade, para muitos — de que ele é um mestre em produzir dossiês antiadversários.

Mas há pontas soltas nesta hipótese.

Se Serra tinha a informação, por que ele não a vazou quando disputava com Aécio a indicação do PSDB para as eleições presidenciais?

Alguns meses atrás, o aeroporto poderia ser fatal para as pretensões de Aécio de ser o candidato.

É de supor que, se Serra soubesse da história, se movimentaria na hora certa. É um homem inteligente.

Ou seria ele tão vingativo que, mesmo tendo acesso tardiamente a um dado letal para seu rival, optaria por vazá-lo mesmo sem outro proveito pessoal que não a desgraça alheia?

Muitos internautas apostam em Serra, com todas as ponderações que tornam seu nome fraco como suspeito.

A fama, a obra de Serra são maiores que a vulnerabilidade da hipótese de que foi ele o responsável pelo vazamento.

Pessoalmente, não acredito que tenha sido ele. A falta de um benefício claro para Serra do vazamento o inviabiliza, em meus esforços dedutivos, como suspeito.

Terá sido alguém do PT?

Não acredito. As relações entre o PT e as grandes empresas de mídia são muito ruins para que alguém do partido confiasse que um jornal como a Folha publicasse a denúncia.

Haveria o temor, imagino, de que a Folha não apenas rejeitasse o dossiê como o usasse contra o autor. E se Folha dissesse numa manchete que o PT tentara incriminar Aécio?

Toda a mídia cairia matando em cima do PT. Logo surgiria a velha pergunta: “Lula sabia?” O Jornal Nacional encontraria motivos para dar o assunto dias, semanas seguidas.

Haveria, em suma, a movimentação em massa que não existiu no caso do aeroporto. A mídia dá — esconde é um verbo melhor — o mínimo necessário para não passar vergonha.

Alguém viu uma matéria decente sobre a fazenda em si, por exemplo? Ou algum perfil sobre o tio de Aécio?

Se foi Serra — repito: acho que não foi — ele deve estar frustrado com a repercussão.

Seja quem for que tenha vazado, ele pôde comprovar uma máxima do jornalismo brasileiro destes tempos: denúncia só é boa quando é contra um petista.

Paulo Nogueira
No DCM
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A roupa nova do rei Fifa

A situação se inverteu: não é mais o Brasil, mas a Fifa que precisa ouvir sérias acusações, opina a jornalista Astrid Prange, da redação brasileira da DW. E a lista é longa.


O rei está nu. A polícia brasileira tornou possível o impossível: ela desnudou a entidade máxima do futebol mundial. Pouco antes do ponto alto da Copa do Mundo no Brasil, a final no Maracanã, a Fifa não está mais no alto do pódio, mas sentada no banco dos réus.

Até pouco tempo atrás, o banco dos réus estava reservado ao país anfitrião, o Brasil. A Fifa não se cansou de criticar a lentidão nos preparativos do espetáculo esportivo. Muitos estádios não corresponderiam aos critérios por ela exigidos. Muitos só ficaram prontos no último minuto. A Fifa argumentava com o conforto e a segurança dos torcedores de todo o mundo.

Mas agora a situação se inverteu. Não é mais o Brasil, mas a Fifa que precisa ouvir sérias acusações. E a lista de transgressões é longa. A empresa Match Services, parceira da Fifa, estaria envolvida na venda ilegal de ingressos da Copa. Árbitros da Fifa são acusados de ignorar entradas duras em campo. E as equipes de segurança da Fifa não foram capazes de garantir a segurança dos espectadores no estádio.

A derrocada da Fifa mostra quão mal informados sobre o maior país da América Latina estão a entidade máxima do futebol e a opinião pública mundiais. A crítica da Fifa aos atrasos nas obras dos estádios e à infraestrutura precária se encaixava muito bem nos clichês vigentes sobre o Brasil. Sol, samba, carnaval e futebol, e, naturalmente, corrupção — essa era a perfeita descrição de um país simpático, mas longínquo.

Mas definitivamente já se foram os tempos em que o planeta estava claramente dividido, com as nações industrializadas no chamado Primeiro Mundo e os países em desenvolvimento no Terceiro Mundo. Não só a economia se globalizou, como também o conhecimento, o anseio pela democracia e naturalmente o futebol.

Há um ano, milhões de pessoas foram às ruas no Brasil para protestar contra a corrupção. A raiva era dirigida não só contra o próprio governo, mas também contra a Fifa.

Mas a Fifa parece não ter entendido isso. O Brasil não é um país que se entrega de joelhos para a Fifa, mas uma democracia e um Estado de Direito. Isso ficou mais uma vez comprovado pelo excelente trabalho dos investigadores brasileiros. Se eles tivessem contado com a prometida colaboração da Fifa, pouco teriam avançado.

O Brasil acabou com a onipotência da Fifa. Suas novas roupas são mais transparentes do que ela gostaria que fossem. O rei que tanto abriu a boca agora precisa ouvir. E descobriu que, assim como seus “súditos”, não está acima da lei. É significativo que a Fifa tenha que aprender essa lição justamente no Brasil.

Astrid Prange
No CAf
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Medicamentos chegam às farmácias 12% mais baratos

Lista de produtos com isenção de impostos aumenta e, com isso, 75% dos remédios comercializados no País terão preço reduzido

Os medicamentos que passaram a ter a isenção do PIS/COFINS chegam mais baratos nas farmácias a partir desta segunda-feira (21). O governo federal ampliou em 174 a lista de substâncias que ficam livres da cobrança desses tributos, o que deve levar a uma redução de 12%, em média, nos preços dos produtos. A chamada “lista positiva”, com a inclusão dos novos produtos, já soma mais de mil itens com sistema especial de tributação, o que representa 75,4% dos medicamentos comercializados em todo o País. Confira a lista completa de medicamentos com preços reduzidos.

Atualmente, quase a totalidade dos medicamentos tarja vermelha e preta estão isentas de PIS/COFINS. Essa medida visa reduzir o custo para a população com medicamentos essenciais, utilizados para o tratamento de artrite reumatoide, câncer de mama, leucemia, hepatite C, doença de Gaucher e HIV, entre outros.

Os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) na seleção das substâncias que terão o benefício levam em consideração as patologias crônicas e degenerativas, os programas de saúde do governo instituídos por meio de políticas públicas e a essencialidade dos medicamentos para a população. Para fazerem jus ao benefício, os medicamentos devem estar sujeitos à prescrição médica e estarem destinados à venda no mercado interno.

A Câmara de Regulação é responsável pelo monitoramento dos preços dos remédios e por garantir que as reduções tributárias sejam integralmente refletidas nos preços fixados como teto para os produtos.

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Classe média cresce no Nordeste e já supera a população mais pobre

Nos últimos dez anos, o Nordeste vem acompanhando o crescente aumento no ganho das famílias das classes D e E, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico. Com isso, houve uma significativa diminuição da população pobre da região, que passou de 66% para 45% dos nordestinos. Enquanto isso, o percentual da população na classe média passou de 28 para 45%. Esta tendência de crescimento da real renda das pessoas mais pobres da região deve continuar nos próximos anos. É a primeira vez que a classe média vai ultrapassar o número de pobres e vulneráveis na única região em que isto ainda não acontece.

De acordo com o levantamento da consultoria Plano CDE, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, são 23,9 milhões de nordestinos na classe C e 23,7 milhões entre a D e E. Ambos representam 45% da população, mesmo com a ligeira diferença.

A região, que é a segunda maior em consumo do País, perdendo apenas para o Sudeste, continua crescendo. Os esforços do governo federal em fortalecer o salário mínimo, manter e ampliar políticas de transferência de renda como o Bolsa Família e, dos investimentos na geração de emprego da região, deverão garantir este incremento da economia do Nordeste.

Em números nacionais, na última década, mais de 39 milhões de pessoas entraram na classe média e 19,3 milhões saíram da pobreza. Atualmente, o Brasil tem mais da metade da população inserida nesta categoria. São mais de 94 milhões de brasileiros (50,5% da população) na nova classe média, que detém 46,24% do poder de compra.

Nos últimos sete anos, a renda familiar desta camada da população teve um aumento superior a 40%, passando de R$ 1,1 mil para R$ 4,5 mil. Este crescimento já injetou na economia mais R$ 100 bilhões desde 2002. Em 2009, a classe C consumiu R$ 881 bilhões do total de 2,2 trilhões de todo o País. Só com educação (pagamento de escola, material e livros) foram mais de R$ 15 bilhões. Além disso, a classe média é responsável por 78% do que é comprado em supermercados e movimenta, por ano, cerca de R$ 275 bilhões na internet.

No Agência PT
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Um caso difícil

Pedido de asilo político em pleno Estado de Direito é, entre outros possíveis significados, um ato de originalidade. O ato da ativista Eloísa Samy, com outros apontados adeptos dos "black blocs", tende a acirrar o nada original choque de opiniões entre autoridades do Judiciário e, também, de uma ou outra daquelas com autoridades policiais. O desenrolar do inquérito sobre pretensas ações de violência para o último dia da Copa está agitado em variadas direções e gravidades.

As informações encaminhadas à Justiça, das quais resultou a decretação de prisões, são apenas parte, em dois sentidos, do trabalho da polícia do Rio no caso: nem tudo o que já é conhecido foi encaminhado, restando material para complementações e conexões, e há outras linhas de fatos, personagens e respectivas investigações. Alguns desses fatos, na visão policial, talvez com nível de gravidade acima do que já foi noticiado sobre intenções e preparativos de atos de violência, como o imaginado incêndio da Câmara Municipal carioca e o preparo de explosivos.

A natureza desse caso, com implicações diretas em princípios do Estado de Direito, torna indispensável que as investigações e as conclusões policiais sejam tão precisas quanto possível, e amparadas em comprovações convincentes. Cuidados, estes, devidos não só pelos condutores policiais das investigações, como em geral se considera, mas também pelo Ministério Público e pela Justiça.

Preferências

É um tanto precipitada a euforia de Aécio Neves por seu empate técnico com Dilma Rousseff no segundo turno, conforme dedução baseada em números do recente Datafolha.

Esse empate resulta da soma da margem de erro ao total de Aécio e da retirada da mesma margem no total de Dilma. Ou seja, a margem de erro é aplicada só a favor de um, e contra o outro. Assim os 40 pontos de Aécio sobem para 42 e os 44 de Dilma descem para 42.

Empates com esse jogo de números podem ter influências no eleitorado indeciso. Mas são apenas questão de preferência. Se o mesmo jogo for feito em favor de Dilma, tem validade idêntica ao favorável a Aécio, porém derrubando-o: os 44 dela sobem para 46 e os 40 dele descem para 38.

Se feito em favor de Eduardo Campos, o jogo o elevaria a condições já promissoras para um segundo turno, o que, até agora, não é propriamente verdadeiro. Dilma desceria dos seus 45 para 43 pontos e Eduardo subiria para 40. E adeus Aécio.

Hipocrisias

A dedução mais razoável incrimina os rebeldes ucranianos na derrubada do Boeing da Malaysia Airlines, com armamento fornecido pela Rússia. Mas não foi em provas que Barack Obama se baseou para transformar tal hipótese em acusação explícita a Vladimir Putin. Baseou-se no cinismo que rege a política internacional e no seu próprio.

Em menos de duas semanas morreu em Gaza o equivalente aos ocupantes de dois Boeings idênticos àquele. Mortes com bombas fornecidas a Israel pelos Estados Unidos e lançadas por caças F-16I fornecidos a Israel pelos Estados Unidos.

O Iraque está em terrível guerra interna com armas fornecidas pelo governo de Barack Obama, acompanhadas dos instrutores com quem os atuais beligerantes se prepararam. O Taleban mantém o Afeganistão incandescente, e a Al Qaeda difundiu o terror no mundo com armas e instruções proporcionadas pelos Estados Unidos.

Tudo isso é passível de ser considerado crime de guerra.

Janio de Freitas
No fAlha
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