02/09/2014

Mateus, capítulo 6, versículo 24

O segundo debate público entre candidatos à Presidência da República pela televisão, ocorrido na noite de segunda-feira (1/9), consolida a percepção de analistas da imprensa de que o ex-governador Aécio Neves tem remotas chances de vir a disputar um eventual segundo turno. Mais do que as conjecturas de especialistas que destrincham os detalhes das duas mais recentes pesquisas de intenção de voto, pesa contra o candidato do PSDB uma declaração do coordenador de sua própria campanha, José Agripino Maia (DEM-RN), de que a coligação vai apoiar a ex-ministra Marina Silva (PSB) na disputa direta com a presidente Dilma Rousseff.

Os jornais de terça-feira (2/9) ressaltam a nova polarização da disputa, agora entre Dilma e Marina, e o fato de que Aécio Neves permaneceu quase todo o tempo do debate em segundo plano, disparando críticas contra a presidente e evitando confrontar diretamente a candidata do PSB.

O momento delineado pelo encontro dos presidenciáveis no estúdio do SBT, em São Paulo, é o da consolidação de Marina Silva no primeiro plano do jogo eleitoral, mas a dinâmica dos acontecimentos e a própria natureza da aliança que a suporta tendem a oferecer grandes surpresas. Marina Silva começa a enfrentar os efeitos da contradição que personifica, na qualidade de candidata que se propõe a reformar os costumes políticos mas cujo sucesso depende de certa flexibilidade, para não dizer jogo de cintura, para conservar apoios tanto entre religiosos radicais quanto entre militantes de causas com alto potencial de controvérsia.

Originada no campo avançado da política progressista, aquele que propõe substituir as bandeiras da esquerda clássica pelo ideário da sustentabilidade, ela submeteu sua racionalidade à racionalização da fé religiosa. Como candidata, precisa agora conduzir essa ambiguidade no perigoso jogo do poder político. Para se eleger, a insustentável leveza de Marina precisa de um programa consistente e sólido. Resta saber se conseguirá resistir às tormentas da campanha, tendo que se equilibrar constantemente com cada pé apoiado em uma canoa.

Entre dois senhores

Marina Silva procura se apresentar como uma obra em progresso, aquilo que o compositor celebrizou como uma “metamorfose ambulante”. Mas corre o risco de ser vista mais propriamente como borboleta que regride ao estado de lagarta.

O discurso da sustentabilidade não sobrevive longe do berço da ciência, que lhe deu origem e credibilidade. Ao fazer concessões ao campo oposto, o da religião obscurantista, ela perde o vínculo com a raiz de sua persona política.

Entre sua fé religiosa e a conveniência de apoiar políticas de igualdade entre os gêneros, ou a autonomia da mulher sobre seu próprio corpo, ela tenta convencer o eleitorado evangélico de que segue fiel aos seus dogmas, ao mesmo tempo em que precisa defender propostas que a situem no centro das questões contemporâneas.

Entre suas originais convicções ambientalistas e a suposta necessidade de agradar as forças conservadoras do agronegócio, ela procura preservar o respeito dos adeptos do ideário que a colocou no mundo da política, ao mesmo tempo em que tenta convencer o capital agrário de que pode confiar nela.

A rigor, ela não precisaria fazer tantas concessões. O carisma que cultivou ao longo da carreira a faz maior que o PSB, e ainda maior que a aliança onde apoia sua candidatura. Se vencer frustrando seu eleitorado histórico, submetendo seu programa de governo aos ditames de manipuladores da fé religiosa e aos oportunistas da política que diz combater, estará conduzindo a retrocesso todo o movimento que sustentou sua carreira até aqui. Se mantiver sua fidelidade aos valores que a transformaram em fenômeno político, pode vencer sem ter que entregar sua alma aos demônios do poder.

A imprensa ressalta suas contradições e a pressiona para que assuma uma posição mais conservadora, na qual supostamente receberá mais apoio para a campanha. Para usar a doutrina a que a cidadã Marina Silva se obriga como evangélica, pode-se dizer que a candidata Marina Silva incorre no risco sobre o qual alertava o pregador, segundo o livro de Mateus, capítulo 6, versículo 24:
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Você não pode servir a Deus e ao dinheiro.”

Luciano Martins Costa
No OI
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Aprenda a falar MariNeca

Quer entender o que MariNeca fala? Simples : basta combinar aleatoriamente as frases das colunas desta tabela...

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Marina no jornal da globo: Bíblia é fonte de inspiração; decisões são racionais



Dilma dá uma banana pra Waack e Urubóloga!

Dilma prefere ir às ruas, com o povo!


Dilma Rousseff avisou que não vai ao “debate” anunciado no Mau Dia Brasil (onde brilha a estrela fulgurante da Urubóloga) e ao jornal a globo, uma espécie de “cadafalso da madrugada”, onde a figura central é o patibular William Traaack, uma revisão de Peter Lorre.

Por quê?

Até onde apurou o ansioso blogueiro é porque não compensa.

A audiência dos dois programas não recomenda.

Especialmente depois da Copa, quando os telejornais (sic) do "Gilberto Freire" com “ï” desabam com o Arrocho — não justifica.

Pra quê?

Muito esforco pra falar com meia dúzia de gatos pingados.

Pra fazer escada para Urubóloga e o patibular?

“Porque eu perguntei isso, eu dissse aquilo, ela me falou…”

Agora só falta a Dilma dizer que não vai ao último debate na Globo no dia em que a Globo quer — no dia em que eles editam o debate Collor e Lula e o “I” ignora o desastre da Gol para levar a eleição de 2006 ao segundo turno.

Dilma vai preferir ir para as ruas com o Lula.

Amanhã, Belo Horizonte.

Ela vai ao evento das “Olimpíadas do Conhecimento” e depois, rua!

Com os mineiros.

Os mineiros, de certo lado.

Podia aproveitar para visitar o túmulo da candidatura do "Turista da Veiga", outra retumbante escolha do Arrocho.

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De bagre a tubarão: a nova Marina

Nesta fase, a candidata do PSB tenta nos convencer de que desapareceram interesses em conflito

Marina Silva construiu sua carreira associada a um discurso ambientalista, de luta contra transgênicos, crítica ao desmatamento, defesa dos pobres e intransigência de "princípios" — embora nunca se soubesse direito quais eram exatamente estes. A seu favor, contou ainda com uma história de vida repleta de sofrimento e superações. Se esta trajetória deixou sequelas em sua saúde, ao mesmo tempo esculpiu uma imagem bem ao gosto de marqueteiros.

Esse capital, que sempre impulsionou a candidata e angariou a simpatia de milhões, agora está sendo jogado no lixo. A nova política, como os fatos têm demonstrado, é o rótulo que batiza não uma mudança de valores, mas a transformação da própria Marina. Um caso pensado de autodesconstrução.

As propostas da personagem repaginada são, no mínimo, desalentadoras. No campo da economia, repete sem nenhuma originalidade o estribilho do tripé estabilidade cambial, controle da inflação e equilíbrio fiscal. Acrescentou a independência do Banco Central, uma cantilena que soa como música entre o pessoal da banca.

As restrições a doadores eleitorais "impuros" também são coisas do passado. Agora, vale tudo, desde que jorre dinheiro na campanha. O combate aos transgênicos encontra-se devidamente engavetado. Quando se trata de costumes, nem se fale. Deu origem até a um fato inédito: uma errata de última hora num programa pronto há meses.

Na esfera da política, uma embromação atrás da outra. "Democracia transversal", "adensamento do programa" e pérolas do gênero por enquanto só produziram uma coalizão capenga, um avião-fantasma e a busca frenética por aliados de qualquer natureza. Nada mais velho e conhecido.

Junto a isso, surge mais um embuste. Vamos governar com os "melhores". Que diabo é isso? Francis Fukuyama, historiador americano, teve seus 15 minutos de fama quando decretou o fim da história. O marco seria a queda do Muro de Berlim. Os acontecimentos de lá para cá trataram de desmenti-lo redondamente. Ou seja, a diferença entre classes sociais, a desigualdade na distribuição da riqueza e o abismo entre ricos e pobres estão aí, vivinhos da silva.

Nesta fase em que passou de bagre a tubarão, Marina tenta nos convencer de que desapareceram interesses em conflito. Chegou ao cúmulo de colocar no mesmo patamar Chico Mendes, o dono da Natura e o pessoal do Itaú, um dos líderes em demissões no setor financeiro. Só faltou incluir fazendeiros que armaram com êxito o assassinato do líder sindical.

Ocorre que o melhor para um banqueiro certamente não será o melhor para um endividado, assim como o certo para um evangélico pode ser errado para um católico ou ateu. A democracia autêntica, até onde se sabe, prevê um jogo político capaz de fazer valer a vontade da maioria — sem nunca impedir a expressão e os direitos das minorias. A visão messiânica, tão ao gosto de Marina, caminha no sentido contrário. Geralmente tem como epílogo a minoria dos "melhores" sufocando a maioria mais humilde.

Retomando algo já escrito outras vezes. O que o brasileiro quer saber é muito simples: o que os candidatos têm a oferecer para ampliar conquistas já obtidas. Haverá mais empregos ou uma onda de demissões? A aposentadoria vai mudar? O preço do pãozinho subirá? E o salário mínimo? Vem aí um tarifaço? A gasolina irá aumentar? Os juros cobrados pelos banqueiros continuarão nas alturas? As grandes fortunas serão taxadas? Quais medidas concretas serão tomadas para resolver questões como essas?

Como hoje é dia de debate presidencial, eis aí uma boa oportunidade para Marina e seus rivais esclarecerem o eleitor.

Ricardo Melo
No fAlha
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Dilma acua Marina na TV

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Empresa de vigilância pagou despesas de avião de campanha do PSB

Donos da firma, da periferia de São Lourenço da Mata (PE), apresentam versões contraditórias sobre o caso

Uso Eleitoral: O jato que servia a Eduardo Campos na campanha à Presidência
Marcelo Carnaval
SÃO LOURENÇO DA MATA (PE), SÃO PAULO e RIO — A empresa que pagou as despesas operacionais do avião usado pelos candidatos do PSB à Presidência, Eduardo Campos e Marina Silva, nos primeiros meses de campanha eleitoral, funciona em uma casa simples na periferia de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana de Recife. Registrada oficialmente como firma de vigilância, a Lopes & Galvão Ltda. aparece como pagadora de serviços de parqueamento e atendimento para a aeronave PR-AFA, prestados pela Líder Táxi Aéreo. (Veja o infográfico e entenda o caso)


O Globo localizou Genivaldo Galvão Lopes e Luciene Lindalva Lopes, donos da empresa, na casa onde vivem há pelo menos uma década e que funciona como sede da empresa, no bairro Tiúma, antiga vila operária da cidade. Primeiro, os dois negaram ter pagado despesas da aeronave, dando a entender que a firma deles poderia ter sido usada indevidamente.

Nesta segunda-feira, por meio de um advogado, Genivaldo mudou a versão e informou que “pode ter realizado pagamentos a pedido de outras pessoas”. No entanto, preferiu não identificá-las, sob a alegação de que o fará apenas quando for “intimado por autoridades competentes para prestar esclarecimentos”.

— A gente não tem nada a ver com isso, somos pessoas decentes — disse Luciene, ainda na tarde de domingo.

— Eu não gosto nem de avião — completou o marido, na ocasião.



Empresa não é cadastrada

Embora registrada oficialmente como empresa de atividades de vigilância e segurança privada, a Lopes & Galvão não é cadastrada na Delegacia de Controle da Segurança Privada, da Polícia Federal, como determina a legislação. O casal afirmou que a empresa atua na terceirização de funcionários de serviços gerais, como copeira, diarista e faxineira, para firmas de Recife. E negou qualquer relação política com políticos ou partidos.

— É uma empresa pequena. Resume-se a uma pessoa só, que sou eu — disse Genivaldo.

Uma de suas filhas, Sylney Lopes, de 29 anos, disse não fazer sentido a empresa do pai bancar despesas operacionais de uma aeronave avaliada em US$ 8,5 milhões (R$ 19 milhões).

— Você acha que, se tivéssemos esse dinheiro todo, eu moraria aqui em Tiúma? Longe de tudo, nessa rua... — afirmou, mencionando o bairro onde mora com a família, na periferia de São Lourenço da Mata.

O Globo teve acesso ao registro do contrato da Lopes & Galvão com a Líder Táxi Aéreo, para a prestação de serviços no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Antes de a empresa assumir o contrato, os serviços eram pagos pela AF Andrade, antiga proprietária da aeronave, com sede em Ribeirão Preto (SP). O gasto mensal com parqueamento e atendimento de um avião como o usado pelos candidatos do PSB gira em torno de R$ 30 mil mensais. Dependendo dos serviços contratados, a despesa no mês pode alcançar R$ 40 mil, segundo empresas do setor.

O avião foi comprado em maio de 2014 pelo empresário João Carlos Lyra, em sociedade com Apolo Santana Vieira e Eduardo Freire Bezerra Leite, também empresários, para ser usado na campanha de Campos e Marina. O próprio candidato testou a aeronave antes de a compra ser oficializada. Parte dos pagamentos para a AF Andrade foi feita por empresas fantasmas e sem lastro financeiro para quitar o negócio, como mostrou o “Jornal Nacional” na última semana.

O uso do mecanismo levou a PF a suspeitar que os empresários podem ter sido usados como laranjas para a compra do Cessna por alguém ligado diretamente ao PSB, a Eduardo Campos ou próximo a ele. O pagamento de despesas operacionais da aeronave por meio de uma empresa pequena e de outro ramo de atuação só reforça a tese da PF.

Oficialmente, a polícia afirma não ter recebido, ainda, pedido formal de investigação do caso, por parte do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele já determinou a abertura de procedimento para apurar possíveis irregularidades na utilização do jato.

Na primeira declaração de gastos da campanha, o PSB não declarou o uso da aeronave. Depois do acidente, o partido alegou que até o fim da campanha pretendia contabilizar as horas de voo e emitir recibo eleitoral de doação recebida dos empresários João Carlos Lyra e Apolo Santana. Os dois teriam doado ao partido na condição de pessoa física.

Nesta segunda-feira, O Globo perguntou ao PSB quem pagou pelas despesas operacionais do avião, se o partido ou os empresários que supostamente o doaram à campanha. Por meio da assessoria, o partido informou que não vai se posicionar sobre o assunto e que todos os esclarecimentos estavam em nota oficial divulgada na última semana. O texto não responde à pergunta.

O advogado indicado por Genivaldo Galvão Lopes para apresentar sua versão para o caso é o criminalista Ademar Rigueira, o mesmo contratado pela viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, para acompanhar, em nome da família, as investigações sobre o acidente que matou o ex-governador de Pernambuco e outros seis assessores em 13 de agosto, em Santos (SP).

Até advogado estranha

Perguntado sobre a coincidência, Rigueira afirmou não ser advogado constituído de Genivaldo, e apenas ter sido procurado por ele para obter uma orientação.

— Ele pode ter lido meu nome em jornais, sou um profissional conhecido em Recife — disse o defensor.

Rigueira disse considerar estranho que despesas da aeronave tenham sido pagas por uma empresa do porte da Lopes & Galvão.

— Eles vão ter que explicar. Eu não sei (por que a empresa pagou). Você tem razão em estar questionando isso — afirmou o advogado.

A Força Aérea Brasileira está investigando as causas do acidente. A Polícia Civil de SP e a Polícia Federal também abriram inquérito sobre o desastre. As duas polícias têm como outra tarefa identificar devidamente os verdadeiros donos do jato. A informação é importante para nortear ações e pedidos de indenização de moradores de Santos que tiveram algum tipo de prejuízo com o acidente. Pelo menos 50 pedidos de indenização já foram apresentados à polícia.

Marcela Balbino, Thiago Herdy e Antônio Werneck
No O Globo
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Gigantesca bola de fogo cruza cidades da Região Sudeste do Brasil


Uma gigantesca bola de fogo rasgou o céu de diversas cidades brasileiras na noite de segunda-feira, produzindo um forte clarão observado desde São Paulo até Minas Gerais. De acordo com a BRAMON, este é um dos maiores bólidos já registrados pelas câmeras de vigilância da instituição.


A rocha entrou na atmosfera terrestre por volta das 19h07 BRT e cruzou parte da Região Sudeste do país vinda provavelmente do sul-sudeste no sentido Norte-Noroeste.

Em diversas cidades houve relatos da bola de fogo, inclusive na capital paulista. Testemunhas disseram que durante o tempo de observação a luz o objeto parecia variar do amarelo no início da trajetória ao branco-azulado nos momentos finais. Nenhum relato, no entanto, confirma a ocorrência de algum estrondo sônico.

Segundo a internauta Adnaloy Andrade, de Pouso Alegre, cidade localizada no sul de MG, a bola de fogo era tão grande e brilhante que chegou a pensar que ia cair sobre sua cabeça. Para Adnaloy, foi assustador e lindo ao mesmo tempo.

Monitoramento

De acordo com informações prestadas pela Rede Brasileira de Observação de Meteoros, BRAMON, este é um dos maiores bólidos já registrados pelas câmeras de vigilância da entidade. Segundo a BRAMON, três câmeras registraram o momento da ruptura, duas delas instaladas em Campinas, SP, e outra em Mogi das Cruzes, SP.

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Uma análise inicial feita por Carlos Apodman Bella, ligado à BRAMON, mostra que a altitude final antes da fragmentação ficou abaixo de 38km , considerada bastante baixa para um meteoro.

A triangulação das imagens permitiu aos especialistas da BRAMON traçarem um shape aproximado da orbita do meteoro, revelando que antes de se chocar contra a alta atmosfera da Terra a rocha orbitava para além do planeta Marte, o que significa que pode ser um dos inúmeros fragmentos pertencentes ao Cinturão de Asteroides.

BRAMON

A BRAMON é uma iniciativa do astrônomo amador Eduardo Plácido Santiago, que em outubro de 2013 iniciou o projeto de uma rede de monitoramento de meteoros. Menos de um ano depois, a BRAMON é hoje referência em sua área de atuação.

Com cerca de 16 câmeras ativas, a entidade vem obtendo um ótimo índice de registros de eventos de grande porte como este e a taxa de captura de bólidos tem sido de um por mês, o que supera largamente as expectativas iniciais.

Até final do ano as previsões apontam a implantação de mais 5 câmeras em todo território nacional, realizando uma cobertura sem precedentes dos eventos magníficos que eram subestimados nos céus brasileiros.

Se você tem interesse em participar da BRAMON e também quer montar uma estação de vigilância dos céus, entre em contato com a BRAMON através do email: bramon@bramon.com.br.

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Slogan de Marina copia campanha de Gushiken


Pelo visto, a nova política não foi capaz de criar um novo slogan.

Até hoje não se sabe quem inventou a frase “Não vamos desistir do Brasil.” Ela foi pronunciada por Eduardo Campos em seus comícios e agora foi incorporada à campanha, como o principal slogan da “nova politica” de Marina Silva.
Nova?

Há 11 anos, a mesma ideia com outras palavras, esteve no centro de uma campanha do governo Lula: “Eu sou brasileiro e não desisto nunca.”

Na frase de 2003, o sujeito é “o brasileiro.” Ele não desiste. Está resolvido.

Na versão de 2014, alguém precisa, apelar para que o povo não desista. A ideia é muito parecida mas aparece uma novidade: é preciso arrumar um lugar para um líder ou melhor, uma candidatura. É quem puxa o coro que vai reafirmar um traço ameaçado do caráter nacional.

Em 2003, a campanha “sou brasileiro e não desisto nunca foi uma ideia de Luiz Gushiken,” o primeiro titular da Secom.

A autoria da frase chegou a ser atribuída aos craques da Copa de 2002, que a teriam para virar o placar de um jogo em que o Brasil ficara em desvantagem. E também a Lula. Na minha lembrança, algo parecido fazia parte dos versos de um musical estrelado por Bibi Ferreira…

Não sou fanático dos direitos autorais da propaganda política. Os grandes textos e expressões deste universo são obras anônimas da luta popular. Não ganharam importância porque foram criadas por um autor supostamente genial, mas porque expressavam a vontade da população em determinado momento.

“Mataram um estudante, podia ser seu filho” ajudou a levantar a classe média contra a ditadura, em 1968.

“Greve geral, derruba o general,” foi uma grande palavra de ordem num 1º de maio da Vila Euclides, dominando pelos metalúrgicos do ABC.

Quando Lindomar Castilho matou Eliane de Grammont, o movimento de mulheres reagiu: “Bolero de machão se canta na prisão.”

A verdade é que há 12 anos, o Brasil vivia num ambiente de pessimismo real.

Não era a euforia do Real. Era o seu fracasso. O país mal havia esquecido a emigração em massa de brasileiros ao exterior. Depois de 1998, o país quebrou e o governo Fernando Henrique Cardoso foi obrigado a bater às portas do FMI para pedir um empréstimo. Mas a credibilidade do governo era tão frágil que foi preciso obter aval dos candidatos de oposição para o dinheiro sair. Havia outro problema, porém. Fazendo corpo mole para liberar os recursos, que dependiam de sua assinatura, o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O’Neill, fez chegar aos jornais o receio de que o dinheiro pudesse “acabar numa conta na Suíça.” (Sabe o que se investigava nos EUA, na época? Alston, Siemens e outras e outras empresas envolvidas no pagamento de propinas pelo mundo afora — até no metrô paulista, como fomos informados duas décadas mais tarde.)

Na campanha de 2002, como se fossem potentados coloniais, banqueiros como George Soros davam ultimatos ao país. Os juros chegaram a 24,90% no final daquele ano. Mas a crise era tão grave que depois da posse de Lula foram elevados para 26,27%, numa medida de emergência para conter a herança inflacionária, que enfim foi debelada no final do ano.

Falando no lançamento da campanha de 2003, Lula disse: “Eu acho que tem valores que temos de resgatar: valores religiosos, familiares, do círculo de amizade.” O presidente acrescentou: “tanta gente de fora acredita tanto no brasileiro e nós, às vezes, não acreditamos”.

Em 2014, fala-se em perda de controle da inflação quando ela se encontra em tendência de queda, fechou em torno de zero há quatro meses — e na média de quatro anos, encontra-se num patamar mais baixo do que FHC e mesmo Lula. O crescimento econômico é fraco, mas, mesmo em condições difíceis, tem sido possível evitar o desemprego e o arrocho nos salários.

O slogan da campanha de Marina procura se transformar numa profecia que se auto realiza. É o pessimismo induzido. Busca criar um ambiente de medo, incerteza, dizendo que tem gente capaz de “desistir” — mas ela não vai deixar.
Entendeu?

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Começa a surgir o “voto contra as trevas”


Ao contrário do que se passou em 2010, ao menos aqui no Rio de Janeiro, surge uma reação eleitoral interessante.

Gente que estava resistente a votar em Dilma Rousseff, por decepção ou críticas (algumas muito justificadas) ao PT, está migrando para um “voto útil”.

Contra o que está vendo surgir por detrás da candidatura Marina Silva, mais do que a ela, pessoalmente.

O neoliberalismo selvagem e a teocracia medieval.

Gente que não quer o Itaú no Banco Central nem Silas Malafaia como chefe da Inquisição.

Porque percebem que Marina não tem um partido, nem estruturas políticas, mas patrocinadores que vêem nela um instrumento para a projeção de seus poderes.

Nem mesmo a tal “Terceira Via”, desmoralizada desde que Tony Blair virou coadjuvante de George Bush, é capaz de encobrir que é ela, agora, o cavalo de Tróia que o conservadorismo oferece ao povo brasileiro.

Recheado, claro, de tudo o que ele abomina: a paralisia do país, o autoritarismo e a intolerância.

A campanha, agora, ganha ares de segundo turno, com o fim de Aécio Neves, inapelavelmente devorado pelo apoio e cumplicidade da mídia com Marina Silva.

Cumplicidade que se expressa, de forma mais que evidente, com o encobrimento da origem escusa do avião que mudou radicalmente os rumos da campanha eleitoral.

Mas os fatos reais, estes teimosos, acabam desnudando quais são os verdadeiros  santos do altar de Marina.

Os que ela não chuta, como chutou, ao longo de sua vida, o PT, o PV e, agora, a comunidade LGBT.

Marina Silva é o Tea Party tropical.

Todo o poder para os bancos, os grandes empresários, a mídia.

Governar com os melhores, não é?

Fernando Brito
No Tijolaço
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Marina vai com deus e promete o impagável

Marina reconhece 'falhas', mas perde apoio gay


SÃO PAULO - Após polêmica com a errata no programa de Marina Silva à presidência referente à causa gay, o coordenador do núcleo LGBT da campanha, Luciano de Freitas, deixou o posto. Freitas, que faz parte da Diretório Nacional do PSB, afirmou que a decisão foi tomada na semana passada.

A saída do dirigente é a terceira baixa da campanha desde que Marina assumiu a cabeça de chapa, há duas semanas.

Freitas foi surpreendido por uma nota retificando o que havia sido prometido no programa oficial em defesa dos direitos de homossexuais. Menos de 24 horas após a divulgação do programa, a campanha alegou “falha processual na editoração do texto” e tirou do documento os pontos mais polêmicos.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, insatisfeito com a divulgação da errata sem consulta prévia, Freitas avisou que se dedicará à campanha de Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco. Porém, Freitas se recusou a comentar a decisão de publicar uma errata do programa de governo.

Freitas questionou a mudança no programa por pressão de setores conservadores; ele já havia feito ressalvas a Marina na reunião da Executiva que selou sua candidatura. Na ocasião, o dirigente disse temer que a ex-ministra não seguisse o programa aprovado por Eduardo Campos, candidato morto no dia 13 de agosto.

Marina reconhece falha em apoio à causa gay

SÃO PAULO - A segunda-feira terminou mais tarde para a presidenciável do PSB, Marina Silva. Após o debate realizado pelo SBT, pelo jornal Folha de S. Paulo, pela rádio Jovem Pan e pelo portal Uol, a candidata concedeu entrevista ao Jornal da Globo.

Logo no início da entrevista, a pessebista foi questionada sobre as alterações no seu programa de governo menos de 24 horas após o lançamento, entre elas um recuo em relação a algumas reivindicações do movimento LGBT, e se esse comportamento correspondia a uma concessão à religião num estado laico.

Marina explicou que houve um erro de processo e que a equipe do programa de governo foi responsável pela correção. "Eu nem interferi nesse processo. Aconteceram duas falhas", explicou a candidata do PSB, citando o trecho do plano que sinalizava que o governo de Marina ampliaria a participação da energia nuclear na matriz energética do Brasil.

A outra falha apontada pela presidenciável foi que "o documento que foi encaminhado como contribuição pelo movimento LGBT, não foi considerado documento da mediação do debate, foi um documento tal qual eles enviaram", reforçando que foi feita uma correção, porque houve uma mediação no debate. "Os direitos civis da comunidade LGBT, o respeito à sua liberdade individual, o combate ao preconceito, isso está muito bem escrito no nosso programa, melhor do que dos outros candidatos", completou.

Pressionada sobre sua posição em relação ao casamento gay, Marina voltou a dizer que respeita a liberdade das pessoas, independente da condição social, de raça ou de orientação sexual. Ela acrescentou que o seu programa de governo defende a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas não o casamento.

Bíblia: fonte de inspiração

Indagada sobre as especulações de que recorreria à Bíblia em momentos cruciais e se isso poderia intervir em suas decisões como governante, Marina explicou que todos agem com a avaliação realista dos fatos, mas defendeu que todos têm uma subjetividade.

"Uma pessoa que crê, obviamente que tem na Bíblia uma referência, assim como tem na referência a arte, a literatura", disse a ex-senadora, acrescentando que as pessoas estão tentando atribuir à ela uma imagem de fundamentalista.

"A Bíblia é uma fonte de inspiração pra qualquer pessoa que é cristã ou que é um judeu, mas existem outras fontes de inspiração, às quais eu já me referi. As decisões são tomadas com base racional pra todas as pessoas", afirmou a candidata do PSB.

Crise política

Questionada sobre a crise da democracia representativa citada em seu programa de governo, a presidenciável sinalizou que tem criticado a crise política e que as pessoas não deveriam fazer vistas grossas para o que está acontecendo. "A gente precisa aprofundar a nossa democracia. É preciso ampliar a participação das pessoas, ao mesmo tempo melhorar a qualidade da representação e das nossas instituições", relatou a pessebista.

Durante a entrevista, Marina disse ainda que pretende aperfeiçoar a democracia, democratizá-la, combinando a participação correta e legítima dos cidadãos assegurada pela Constituição. "Nós somos eleitos para representar, não é para substituir o representado", resumiu.

Economia em 2015

No segundo bloco de perguntas, a pessebista foi questionada sobre como conduziria a economia brasileira no ano que vem, caso sua vitória fosse confirmada nas urnas. Marina foi contundente ao dizer que é preciso recuperar o tripé da política macroeconômica do país.

"A presidente Dilma ganhou o governo dizendo que ia fazer a baixa dos juros, que iria reduzir a inflação e que iria fazer o nosso país crescer. O nosso país não está crescendo, a inflação está aumentando e os juros estão subindo. É fundamental que o país tenha estabilidade econômica para que a gente não perda as conquistas que já alcançamos, inclusive as conquistas sociais, e que a gente possa aumentar o investimento. E, para aumentar investimento, é fundamental que se readquira confiança", explicou.

A candidata do PSB ao Planalto reiterou o compromisso de não aumentar os impostos e que pretende dar eficiência ao gasto público. "Tem muitos desperdícios, inclusive o desperdício da corrupção, e quando o país volta a crescer, a gente vai conseguindo o espaço fiscal para poder fazer os investimentos sociais", disse Marina.

Pré-sal é uma das prioridades

A ambientalista explicou ainda que assim como educação e saúde, o pré-Sal também é uma de suas prioridades e reforçou quer dar um passo à frente em sua gestão. "Vamos investir em energia limpa com o uso da biomassa, o uso do vento, o uso do sol", pontuou a pessebista. "O petróleo é uma necessidade do planeta. Ainda não se conseguiu a fonte de geração de energia que vai substituir esse combustível fóssil", complementou.

Além disso, Marina foi questionada sobre quando aumentaria o preço da gasolina para salvar o etanol, do qual é uma entusiasta declarada. A candidata do PSB não poupou críticas ao governo em sua resposta. "Essa política desastrosa do governo, que está subsidiando gasolina, inclusive fazendo a importação desse combustível com um preço elevado, acabou destruindo a indústria do etanol", defendeu a presidenciável. "Espero que os preços administrados pelo governo possam ser corrigidos pelo próprio governo e criarmos os mecanismos", acrescentou.

Obras de mobilidade de Marina custariam R$ 300 bi


Se as promessas da candidata Marina Silva para mobilidade saíssem hoje do papel, elas custariam aos cofres públicos R$ 300 bilhões. É a estimativa feita por especialistas sobre o projeto de criar mil quilômetros de vias de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), com corredores de ônibus integrados (BRTs) e outros 1.350 km de metrôs e trens semiurbanos. Ainda segundo o estudo do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados, as obras durariam de dois anos e meio (BRT) a nove anos (metrô).

A título de comparação, de 2013 para cá, o investimento em mobilidade urbana subiu de R$ 8,1 bilhões para algo próximo de R$ 12,4 bilhões este ano.

Durante o debate do SBT nesta segunda-feira, Marina foi confrontada pela presidente Dilma Rousseff: “De onde virá o dinheiro?”. O gasto das promessas da ex-senadora foi estimado pelo governo em R$ 140 bilhões. Dilma afirmou que o montante equivale a quase todo o gasto em saúde e educação.

Marina afirmou que os recursos virão do combate ao desperdício de gastos públicos e ao aumento da eficiência tributária.

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