25 de mar de 2017

Lula | Seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil"


Participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil", realizado pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores em 24 de março de 2017.

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24 de mar de 2017

Episódio dos ‘Simpsons’ resume os riscos da terceirização; assista

Desenho mostra como esse tipo de regime pode precarizar os trabalhadores


Um episódio de ‘Os Simpsons’ passou a circular pelas redes sociais em meio ao debate sobre a lei que libera a terceirização irrestrita nas empresas, aprovada na noite desta quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados. O texto segue agora para sanção de Michel Temer.

O desenho resume bem como esse tipo de regime pode precarizar os trabalhadores. Os empregados da usina onde atua o personagem Homer Simpson reclamam de cansaço e pedem fim à terceirização. Assista a seguir.



No Forum
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Gilmar quer o Parlamentarismo

Breve, será a Monarquia


Segundo Janio de Freitas, o Ministro Gilmar Mendes está "atacado".

Segundo Rodrigo Janot, ele sofre de disenteria... mental, o que deu origem à TV Afiada, "tem disenteria na suruba".

Agora, o Ministro do Supremo sugere o Parlamentarismo.

Breve, pode vir a propor a Monarquia, a ser exercida pela casa dos Ferreira Mendes, descendentes dos Bragança, que, por sua, vez , nascem dos Bourbon!

Se estivesse vivo, Sergio Porto escreveria o "Samba do Ministro doido"!

À original proposta do parlamentarismo, ou seja, governar sem voto:
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou nesta sexta-feira (24), em um seminário na sede da Corte eleitoral, que o Brasil passa atualmente por uma “tempestade perfeita”, em razão da combinação de crise política, recessão e desemprego, e defendeu a adoção do parlamentarismo no Brasil.

Na visão de Gilmar Mendes, se o Brasil adotasse o parlamentarismo, as crises geradas pelo impeachment de presidentes poderiam ser solucionadas “de forma menos traumática” com a mudança do sistema de governo.

No sistema parlamentarista, o governo fica sob o comando do primeiro-ministro, líder de um partido majoritário na Câmara. A figura do presidente continua existindo, mas funciona exclusivamente para a função de chefe de Estado, de caráter mais formal e com menos poder nas decisões políticas.

(...)
No CAf
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A perigosa proximidade entre Moro e o site Antagonista

Mainardi é alma gêmea de Moro
A proximidade de Moro com o site ultraconservador Antagonista é perigosa para a democracia.

Mais que isso, é reveladora.

Sabe-se por ela o universo mental de Moro.

O principal nome do site é Diogo Mainardi, que devota há tempos um ódio espumante a Lula.

E é curioso. Mainardi só existe graças a Lula. Nos primeiros anos da década de 2000, Roberto Civita usou Mainardi para bater incessantemente em Lula numa coluna na Veja.

A serventia de Mainardi para Roberto Civita era exatamente essa: pau em Lula. Pau sem limites. No jornalismo de guerra praticado pela Veja de Roberto Civita, Mainardi era um dos dois terroristas da casa. O outro era Reinaldo Azevedo, agora tão bem comportado que já usa a palavra petralha, e nem se ufana de tê-la supostamente criado.

Mainardi gostou do papel que lhe coube representar. Acabou se confundindo com o personagem da coluna, e continua em sua Jihad pessoal.

Mainardi tem fixação psicótica por Lula.

Imagine Mainardi como juiz de Lula. Imaginou? Então você tem uma boa ideia de Moro como juiz de Lula.

Não há nada que Lula possa fazer: será sempre culpado de monstruosidades. O veredito vem antes do julgamento.

Nos meus tempos de Abril e de revistas, pensávamos numa pessoa que representasse a publicação. Isso facilitava a vida dos editores na escolha das pautas.

Moro representa o Antagonista. E a recíproca é verdadeira: o Antagonista representa Moro.

São almas gêmeas. Na página do Facebook que Rosangela Moro dedica ao marido superstar, o Antagonista é imensamente promovido com links para o site.

Suponha alguém que odeie você como seu juiz em alguma causa. É Lula sob Moro.

Não existe hipótese de isenção.

No episódio do blogueiro Eduardo Guimarães, Moro se notabilizou — negativamente — por haver arbitrado que não se tratava de um jornalista.

Você pode responder o seguinte: Guimarães é muito mais jornalista do que Moro é juiz.

Juiz não faz as coisas que Moro faz. Juiz não age como Mainardi. Aliás, jornalista de verdade também não.

Não é justo que o destino de Lula fique atrelado a alguém como Moro. Quem conhece o mínimo de Mainardi e do Antagonista vai entender e concordar.

Paulo Nogueira
No DCM
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Damous: Moro guarda traços de um Brilhante Ustra


Imparcial de Curitiba "usa PF como polícia de jagunçagem"

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Globo tirou Moro pra dançar, e os dois miram em blogueiro pra pegar Lula

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/geral/38041/


O JN dera o recado, dois dias antes: não abuse, querido! Moro se ajoelhou, na contra-dança da hipocrisia: meu alvo é só o blogueiro; não tocarei no sagrado sigilo da fonte. E a Globo então voltou à carga. Agora, sim, à vontade para atacar Eduardo Guimarães. E chegar em Lula.

Vamos recuperar os fatos.

Terca-feira (21 de março), o juiz Moro manda a PF bater à porta do blogueiro Eduardo Guimarães. Acontece a famigerada “condução coercitiva”: sem jamais ter sido intimado antes nesse processo, sem jamais ter se recusado a depor, Eduardo é arrastado de casa num camburão. Presta depoimento sem a presença de advogado. E é intimidado pela PF que, a mando do juiz Moro, quer saber:qual foi a fonte que passou a ele, Eduardo, a informação de que Lula seria vítima da etapa de número 24 da Lava-Jato? Eduardo avisou Lula ou assessores dele?

No mesmo dia 21 de março de 2017, milhares de pessoas se mobilizam e denunciam a ação autoritária do juiz de camisas negras. O sigilo da fonte é garantia constitucional! Mas Moro alega que Eduardo não é jornalista, e por isso não teria direito a tal proteção.

Parêntesis: em 26 de fevereiro de 2016, Eduardo publicara em seu conhecido blog um texto em que revelava ter recebido informações de dentro da Lava-Jato, dando conta de que Lula e família seriam alvo de operação. Dia 4 de março, Lula sofre condução coercitiva, confirmando a informação publicada por Eduardo. O blogueiro cumprira papel de jornalista, adiantando a informação em alguns dias. E isso mesmo sem ganhar a vida como jornalista. Mas Moro resolve fustigá-lo, abalando dois pilares da democracia: o sigilo da fonte e a livre expressão.

Ricardo Noblat, Reinaldo Azevedo, André Forastieri, Kennedy Alencar, Bob Fernandes e outros jornalistas conhecidos (alguns deles sem nenhuma afinidade ideológica com Eduardo) se manifestam contra a ação abusiva do juiz de camisas negras. Da mesma forma o fazem a organização Repórteres sem Fronteiras, o enviado da OEA para Liberdade de Expressão e o prestigiado site internacional The Intercept.

Publicam-se críticas duras a Moro, o juiz inquisidor. Mais que isso: o Brasil e o mundo percebem que Moro usara sua função pública para se vingar de um blogueiro que é crítico ferrenho da Lava-Jato e que mantem com Moro duros contenciosos – no CNJ e na Justiça Federal.

Mas o fato mais importante: na terça à noite (dia 21 de março), a Globo noticia a prisão arbitrária de forma surpreendente. Ao invés de escrachar Eduardo (como fizera com outros presos da Lava-Jato), a emissora publica uma longa “nota pelada” (nome técnico para notícia de TV lida pelos locutores, sem imagem) em que dá tempos semelhantes às justificativas de Moro e às criticas contra a ação dele.

O recado da Globo foi claro: “você, juiz de primeira instância, ultrapassou os limites ao prender alguém para que revele suas fontes”.

Moro piscou. Dois dias depois, quinta-feira (23 de março) o juiz publicou uma decisão pusilânime: tentou se justificar, ressaltando que Eduardo entregou as fontes para os interrogadores da PF, sem ter sofrido grandes pressões, o que denotaria que ele “não é um verdadeiro jornalista”. Mesmo assim, o juiz se mostrou arrependido e mandou que dos computadores e dos celulares apreendidos de Eduardo não se extraiam provas que ajudem a quebrar o sagrado sigilo da fonte.

Touché!

A decisão não significou que Moro reconheceu o erro. Mas que ele se ajoelhava para a Globo.

O JN dera o recado dois dias antes: não abuse, querido!

Moro devolveu, na contra-dança da hipocrisia: meu alvo é só o blogueiro (e através dele espero chegar em Lula), mas não tocarei no sagrado sigilo da fonte (até porque, cá entre nós, já imaginou se a Policia mostrar as conversas de Merval, digamos, com Serra, ou os acertos da família Marinho com um Gilmar Mendes?).

Moro se ajoelhou. E então a Globo, nesta quinta (dia 23), voltou à carga. Agora, sim, à vontade para atacar Eduardo Guimarães.

A reportagem do JN nesta quinta foi amplamente favorável à Lava-jato, dando a entender que o blogueiro é parte de uma trama maquiavélica contra a Justiça. De forma abjeta, o JN cita até um “relacionamento amoroso” entre a auditora fiscal (que seria a responsável primeira pelo vazamento) e um jornalista de Curitiba – que por sua vez teria repassado toda a papelada a Eduardo em São Paulo.

Qual a relevância de falar do “relacionamento amoroso”, a não ser um constrangimento? O policial ou procurador que passou essa informação adiante sabe bem o efeito que ela pode ter entre os acusados.

Está claro que Moro não recuou coisa nenhuma diante da reação dos jornalistas. Ele só se ajoelhou à Globo, a quem presta reverência.

E o mais grave: ele reconhece que errou ao avaliar que Eduardo não teria direito a sigilo da fonte. Mas faz isso depois de ter quebrado o sigilo telefônico de Eduardo, justamente para localizar as fontes (a auditora e o jornalista de Curitiba).

Moro age, portanto, com cinismo. E a Globo acata essa dança hipócrita. Mais do que acatar, a Globo é quem comanda a dança.

Mas o juiz pode ter arrumado confusão.

Eduardo devolveu hoje, narrando de forma minuciosa a maneira intimidatória como foi preso e interrogado – sem que se permitisse a ele o acompanhamento de um advogado. E mais: ao prender Eduardo, Moro na verdade já sabia quem teriam sido as fontes – porque quebrara o sigilo telefônico do blogueiro.

Ou seja: Moro hipocritamente reconhece que Eduardo tem direito a sigilo da fonte, e por isso manda que se expurguem dos autos provas que ameacem tal sigilo. Mas esse reconhecimento vem depois que o juiz já cometeu a ilegalidade: quebrou o sigilo telefônico de Eduardo atrás da fonte.

Moro fez isso com um blogueiro. Amanhã pode fazer com qualquer um.

A figura de Moro, como juiz medieval, começa a correr o mundo. Com suas camisas negras, ele age não como magistrado, mas como parte da acusação.

O objetivo, já que fracassaram as investigações ridículas do pedalinho e do tríplex, é acusar Lula de obstrução da justiça e destruição de provas (com ajuda de Eduardo).

Chega a ser ridículo. O ex-presidente precisaria do alerta de um blogueiro para destruir provas (se esse fosse o caso)? Mais que isso: Eduardo noticiou a possibilidade de quebra de sigilo fiscal de Lula e família. Que prova poderia ser destruída, se tal sigilo diz respeito a informações armazenadas em arquivos públicos da Receita sobretudo?
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Vazador Geral da República quer processar Rodrigo Pilha

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STF deve julgar constitucionalidade das conduções coercitivas em breve


O STF (Supremo Tribunal Federal) deve julgar em breve a constitucionalidade das conduções coercitivas, determinadas mais de 200 vezes na Operação Lava Jato. O ministro Gilmar Mendes já liberou seu voto, o que deixa o processo pronto para entrar em pauta.

Em silêncio

A ação, movida pela OAB, diz que, quando realizada na fase investigatória, a medida viola os princípios da imparcialidade e o direito que o investigado tem ao silêncio e também a não produzir provas contra si mesmo. O fato de a maior parte delas ter sido realizada sem que os conduzidos tivessem sido intimados anteriormente só agravaria a ilegalidade.

Todo cuidado

A força-tarefa da Lava Jato tem defendido a necessidade das conduções coercitivas. Na mais espetacular delas, com o ex-presidente Lula, os procuradores afirmaram que houve a determinação para protegê-lo.

Ser ou não ser

E a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, determinada pelo juiz federal Sergio Moro nesta semana, deixou ministros do STF incomodados. Um dos mais antigos da corte se disse chocado com o argumento do magistrado de que Guimarães não é jornalista. Quem seria o juiz, diz o ministro, para dizer se alguém é ou não jornalista?

Livre

O próprio Supremo já definiu que não é preciso diploma de jornalista para exercer a atividade.

Mônica Bergamo
No fAlha
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Eduardo Guimarães: Como se deu minha prisão. E o interrogatório


O juiz Sergio Moro, nesta quinta-feira 23, recuou de sua decisão para reconhecer que sou jornalista e, como consequência, mandar excluir as provas obtidas mediante violação do sigilo de fonte.

Todavia, em sua decisão, ele faz afirmações sobre como se deu meu depoimento as quais não correspondem aos fatos e devem ser esclarecidas.

Às 6 horas do dia 21 de março deste ano, eu e minha esposa dormíamos quando escutamos um barulho semelhante a arrombamento da porta da frente do nosso apartamento.

Achei que era algum vizinho começando alguma obra antes da hora e, como fora dormir poucas horas antes, virei-me para o lado e voltei a dormir. Segundos depois, ouço minha esposa dizer, desesperada, que tinham vindo me prender.

Minha filha Victoria, 18 anos, 26 quilos, portadora de paralisia cerebral, que dormia no quarto ao lado, assustou-se com os golpes desferidos pelos policiais na porta e começou a reclamar, como faz quando está nervosa.

Levanto-me assustado, corro para a sala e encontro minha mulher à porta, entreaberta. Termino de abrir a porta, vejo quatro policiais federais. E o porteiro do prédio com expressão assustada no rosto

Detalhe: minha mulher vestia roupas sumárias de dormir. Pediu para se trocar. Não obteve permissão dos policiais.

Enquanto isso, Victoria assistia a tudo com olhos arregalados.

Os policiais comunicaram que tinham uma ordem de busca e apreensão e começaram a vasculhar o apartamento. Obrigaram o porteiro a entrar no meu quarto de dormir, que começaram a vasculhar, abrindo gavetas, portas de armário e qualquer outro lugar possível.

Acharam meu computador (notebook), exigiram a senha para ligá-lo e, assim, poderem mudar essa senha para terem acesso quando quisessem. Pedi para copiar alguns dados pessoais, mas não me foi permitido. Pediram para desbloquear meu celular com a mesma finalidade.

Após a busca, nada tendo sido encontrado, os policiais anunciaram minha condução coercitiva.

Tentei ligar para meu advogado, doutor Fernando Hideo, mas não consegui. Passava um pouco das 6 horas. Minha esposa pediu para esperarem que eu conseguisse falar com o advogado, mas não permitiram. Exigiram que eu me vestisse e os acompanhasse.

Eu e minha esposa entramos no quarto de Victoria, onde respeitaram mais, para nos abraçarmos. Ela chorava, minha filha fazia seus sons característicos, pois não fala.

Imaginei se voltaria a vê-las.

Tentei, porém, aparentar calma. Até então, achava que estava sendo conduzido por conta da denúncia de ameaça contra Moro, feita por ele.

No meio do caminho, fui informado pelos policiais de que estava sendo detido por conta do post que publiquei em 26 de fevereiro do ano passado divulgando a quebra de sigilo de Lula.

Como não estava ainda raciocinando direito, pois fora dormir tarde e depois fui acordado daquele jeito poucas horas depois, comecei a debater a operação Lava Jato com os policiais. Enquanto eu dizia que era uma operação de caráter partidário contra o PT, eles defendiam as investigações com as argumentações que todos conhecem.

Chegamos à sala do delegado que me interrogou. Eu já não tinha mais telefone, já não tinha mais como me comunicar. O delegado iniciou o interrogatório sem a presença de qualquer advogado.

O delegado me comunicou que já sabia quem fora a minha fonte, mostrou-me o nome da fonte, contou-me que ela obtivera a informação que me passara de uma “auditora da Receita” (fonte da minha fonte), mas não quis me dizer a profissão da pessoa que entrou em contato comigo.

Mostrou-me a foto da “auditora da Receita” que vazou a informação. Perguntou se eu a conhecia e me disse que estava tentando determinar se nós três agíamos juntos.

Fiquei surpreso, pois a fonte, o tal jornalista, dissera-me que obtivera as informações com a imprensa. Disse-me que toda a imprensa de São Paulo já tinha aquelas informações que me estava passando. Então, descubro que uma servidora da Receita subtraiu de lá as informações ilegalmente.

O delegado deixou claro que eu era suspeito de ser “cúmplice” daquelas pessoas. Eu disse que isso não era verdade e me perguntei, em voz alta, por que o tal jornalista me dera informação inverídica.

O delegado respondeu minha pergunta retórica. Disse que, provavelmente, fora para me “induzir” a divulgar os dados sem medo de estar cometendo um crime. Repito: o delegado me disse que minha fonte me enganou.

Enquanto isso, minha esposa tentava falar com o doutor Fernando, mas não conseguia. Então, NO DESESPERO, recorreu a uma parente que é advogada da área de Direito da Família e não tem maiores conhecimentos sobre a área criminal.

A nossa familiar chegou à sede da PF em São Paulo, à sala em que eu era interrogado, lá pela metade do depoimento. Porém, não teve condição técnica de me passar qualquer orientação enquanto eu respondia. Apenas assistiu à oitiva.

O meu interrogador deu a entender que eu teria que provar não ser cúmplice do tal jornalista e da auditora da Receita Federal, ambos de Curitiba. Nesse momento, decidi dizer ao delegado que tinha o telefone no qual recebera as mensagens e que elas poderiam demonstrar que eu não conhecia o jornalista curitibano dos quais eles tinham todos os dados, pois, nas mensagens, ele se apresentava a mim e eu fazia perguntas a ele sobre sua identidade.

Contudo, cerca de dois meses após a condução coercitiva de Lula, o aparelho travou.

No segundo semestre de 2016, o celular de minha esposa se quebrou e ela precisava de um novo. Achando que não iria precisar mais do celular no qual estava registrada a conversa com o jornalista de Curitiba, minha fonte, levei o aparelho à assistência técnica. Lá, fui informado de que, para consertá-lo, teriam que apagar todos os dados.

Concordei e o celular teve sua memória “formatada” e me foi devolvido absolutamente “em branco”.

De volta ao interrogatório a que fui submetido no último dia 21. Colocado diante da hipótese de ser preso se não provasse que não tinha relações com o jornalista de Curitiba que me passou as informações sobre Lula, disse a ele que tinha provas, sim, de que não conhecia a pessoa, pois ele me dissera que “já sabia tudo”.

Eis a informação que o juiz Sergio Moro divulgou nesta data e que não corresponde aos fatos, apesar de que não se sabe como ele foi informado da forma como transcorreu meu interrogatório. Ele diz que não fui pressionado, eu digo o contrário.

Só o que posso afirmar é que não havia fonte a preservar porque as autoridades me disseram mais sobre elas do que eu sabia. Antes de começar a depor, fui informado de que meus interrogadores sabiam quem era a fonte.

Ora, vamos repassar os fatos.

Fui ouvido sem um advogado com condições de me orientar sobre o que eu precisava ou não responder. Tudo isso após o trauma pelo qual eu, minha esposa e minha filha doente passamos ao raiar do dia.

Avisei ao delegado que me interrogou que a familiar de minha esposa não tinha conhecimentos da área criminal e que estava lá mais para eu não ficar sozinho em um depoimento, mas ela nem sequer se manifestou durante a oitiva.

Como se diz, ela “pegou o bonde andando”, ou seja, apesar de ser uma excelente advogada em sua área, nem conhecia o caso a fundo e nunca atuou na área criminal.

Fui informado de que, se não provasse que não tinha relações com as pessoas de Curitiba que conseguiram os dados que recebi, eu seria considerado parte de um grupo, ou uma quadrilha.

Meu advogado que atua nessa área, doutor Fernando Hideo Lacerda, chegou bem depois do fim do depoimento, no exato momento em que eu iria firmá-lo. Doutor Fernando descobriu vários pontos que haviam sido inseridos indevidamente no depoimento e pediu retificação, após eu informar que não havia dito certas coisas que lá constavam.

O delegado aceitou os pedidos de retificação e reconheceu que eram justificados. Se meu advogado não tivesse chegado a tempo, meus direitos civis teriam sido violados de forma ainda mais séria.

Sobre eu ter avisado o instituto Lula, o juiz Sergio Moro dá a impressão de que a Lava Jato apurou alguma coisa. Não é o que ocorreu.

Eis os fatos.

Em 23 de fevereiro de 2016 recebi as informações do jornalista de Curitiba. Recebi uma relação de mais de 40 nomes de pessoas e empresas que seriam ligadas ao ex-presidente Lula. Precisava saber se não era alguma armação – eu corria o risco de divulgar mentiras sobre o ex-presidente.

Procurei o assessor de imprensa do instituto Lula para saber se o ex-presidente conhecia aqueles nomes. Nada disse a ele sobre condução coercitiva. o assessor de imprensa do ex-presidente pediu prazo para verificar as informações antes que eu as divulgasse.

Concordei, ressaltando que não poderia demorar muito para divulgar as informações.

Em resumo: se eu não tivesse publicado a matéria de 26 de fevereiro de 2016, na qual EU disse que informei o Instituto Lula os 40 nomes de empresas e pessoas, Sergio Moro e a Lava Jato nunca saberiam que o ex-presidente foi informado de alguma coisa.

Aliás, vale dizer que o Instituto Lula só foi informado dos nomes que teriam sigilos quebrados. Mais nada. E com a finalidade de ser perguntado sobre se, de fato, aquelas pessoas e empresas tinham alguma ligação consigo ou com pessoas próximas a si, de modo que eu não divulgasse mentiras.

O juiz Sergio Moro parece muito preocupado em negar arbitrariedades, mas não se cansa de cometê-las. A nota que soltou demonstra intenção clara de me acusar de ter revelado informações que não me foram pedidas. Ou seja: ele procura me atingir moralmente.

Bem, eu digo o que realmente aconteceu: ele quebrou meu sigilo de forma irremediável ao determinar a quebra de sigilo de meu extrato telefônico.

O magistrado determinou que a operadora de celular informasse o meu extrato telefônico, com o objetivo claro de identificar a fonte que teria me passado a informação divulgada no blog.

Portanto, a decisão não corresponde à realidade ao afirmar que eu teria revelado “de pronto, ao ser indagado pela autoridade policial e sem qualquer espécie de coação, quem seria a sua fonte de informação”.

Basta perceber que o próprio juiz Sérgio Moro agora reconhece a ilegalidade das medidas tomadas visando à obtenção prévia da fonte de informação, para concluir que houve nítida coação ilegal no meu depoimento.

Está devidamente comprovado que, na ocasião do depoimento, as autoridades já tinham conhecimento da sua fonte de informação, obtido mediante o emprego de meios que o próprio magistrado agora assume serem ilegais.

O juiz Sergio Moro se converteu em meu inimigo. Está me processando depois de ter sido por mim representado no CNJ e depois de ter representado criminalmente contra mim em razão de uma publicação em rede social, em que se considera vítima de ameaça praticada por mim.

Não é mais juiz, é parte de um litígio. Não posso ser julgado por um inimigo. Isso é uma aberração, isso é coisa de ditaduras.

Você gostaria de ser julgado por um desafeto? Isso é Justiça?!!

E mais: quero lembrar a todos os brasileiros que, até o momento, ninguém nem mesmo ousou afirmar que informei alguma coisa ao ex-presidente Lula com a finalidade de obter qualquer lucro.

Não fui acusado de me corromper, de corromper alguém, de ter feito qualquer coisa para obter benefícios. Agi de acordo com a minha consciência sem visar lucro pessoal. Tenho a consciência tranquila.

Considero uma honra lutar contra todo esse arbítrio. Estou lutando em defesa da democracia brasileira, ameaçada por processos Kafkianos como esse do qual sou vítima simplesmente por fazer jornalismo, ainda que o juiz me negue a condição de jornalista.

Por fim, o mais irônico em toda essa história é que aqueles que me acusam de vazamento, eles mesmos vazaram meu processo, então sigiloso, para um site que se dedica a atacar o PT, Lula, a esquerda. Todo santo dia. E que é ligado ao PSDB e ao governo Temer.

O mundo precisa saber do que está acontecendo no Brasil e, enquanto eu tiver vida e voz (liberdade), vou me dedicar a denunciar a ditadura que se abateu sobre o nosso país. Para que minhas três netas – e outros netos que virão – não vivam em uma ditadura.

No Blog da Cidadania
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TSE vai apurar vazamento ao ‘Antagonista’

Dilma vai pra cima!​

Os antagonistas são jornalistas, Dr. Moro?
Do portal Dilma.com.br:

Advogados de Dilma conseguem abrir na Justiça Eleitoral uma investigação interna sobre a responsabilidade pela divulgação de trechos da delação do empresário Marcelo Odebrecht

A defesa da presidenta Dilma Rousseff conseguiu a abertura de investigação pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre a responsabilidade pelo vazamento de trechos da delação do empresário Marcelo Odebrecht para o site “O Antagonista”. Os advogados pediram na noite de quinta-feira ao TSE que adote as medidas cabíveis, inclusive junto à Procuradoria Geral da República, para a abertura de procedimento investigatório.

O procurador-geral Rodrigo Janot é quem terá de decidir pela abertura de inquérito. No despacho, o juiz auxiliar da Corregedoria Eleitoral, juiz Bruno César Lourencini, abriu apenas procedimento interno no âmbito do TSE.

Os advogados argumentaram que é grave o vazamento de processo que corre sob segredo de Justiça, numa violação à decisão tomada pelo relator do caso no TSE, ministro Herman Benjamin. No Supremo Tribunal Federal, o relator da Operação Lava Jato, ministro Edson Facchin, também não levantou o sigilo do processo. A defesa quer que seja respeitado o princípio de inviolabilidade do sigilo imposto pode decisão de autoridade competente ao processo judicial.

Em nenhum momento, os advogados pediram que seja investigada a responsabilidade do site “O Antagonista” pela violação do sigilo. Até porque seria uma afronta ao direito de preservação de fontes de material jornalístico, com risco de quebra da garantia de liberdade de imprensa e de expressão. A presidenta eleita Dilma Rousseff sempre defendeu, como é público e notório, as liberdades de opinião e de imprensa, expressas na Constituição de 1988.

A publicidade de trechos de um processo sigiloso na Justiça ocorre em momento oportuno. Esta semana, autoridades do Judiciário, como o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes; e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; condenaram publicamente os constantes e suspeitos vazamentos seletivos a setores da imprensa de documentos que estão sob a guarda de autoridades, no âmbito da Operação Lava Jato.

No ano passado, a quebra do sigilo de conversas telefônicas travadas por Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, por determinação indevida da Justiça Federal, foi condenado pelo então relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki. As conversas foram divulgadas ilegalmente à TV Globo, mas não se investigou a responsabilidade pela violação do sigilo da autoridade competente.

No início da semana, a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães à sede da Polícia Federal – para que esclarecesse a eventual suspeita de participação da violação de informações da Lava Jato – foi amplamente condenada por instituições como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a ONG Repórteres Sem Fronteiras.

Assessoria de Imprensa
D​ilma Rousseff

No CAf
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