22/10/2014

Obrigado, Bloomberg! Agora sabemos a verdade sobre Aécio vender Petrobrás!!!

Uma leitora do meu blog chamou minha atenção para o artigo “Shell to Halliburton Seen Winning With Brazil’s Neves”, que se encontra no site “Bloomberg News” e é assinado pelos repórteres Sabrina Valle e Juan Pablo Spinetto. A tradução deste artigo feita por Isabel Monteiro pode ser encontrada no endereço: http://jornalggn.com.br/noticia/o-pre-sal-na-mira-dos-apoiadores-de-aecio

Nós, brasileiros, para sabermos como realmente pensa o candidato Aécio com relação ao petróleo e ao Pré-sal, temos que ir a um site estrangeiro para ler o recado que ele está mandando, através de seus assessores, para as empresas petrolíferas estrangeiras. A mídia brasileira poderia fazer o trabalho investigativo que os dois repórteres, autores da matéria, fizeram. Mas, Aécio não ganha nenhum voto com esta publicação no Brasil e, pelo contrário, deve perder alguns.

Um sumário da parte de interesse do artigo é o seguinte:

1. "Se Aécio Neves ganhar, ele vai abrir (o setor de petróleo) aos investidores estrangeiros", disse Robbert van Batenburg, diretor de estratégia de mercado na corretora Newedge, dos Estados Unidos da América.

2. O candidato da oposição promete leiloar blocos de exploração com mais frequência, aumentar os preços dos combustíveis e liberar os requisitos de compras locais, ouvindo as recomendações da indústria.

3. Neves contratou um consultor da indústria e um funcionário envolvido nas privatizações na década de 1990, para redigir o seu programa de energia.

4. Ele também está pensando em mudar a legislação que obriga a Petrobras a manter um mínimo de 30 por cento de participação nos projetos do Pré-sal.

5. "Essas restrições às importações e barreiras comerciais (referindo-se às ‘compras locais’) não nos ajudam. Se ele ganhar, vai reverter todas as restrições ", disse também Batenburg.

6. Elena Landau, que aconselha Neves em matéria de energia e esteve envolvida nas privatizações de empresas públicas nos anos 1990, no governo de Fernando Henrique Cardoso, acha que a exigência da Petrobras ser a operadora em cada nova descoberta no Pré-sal deve ser revista para estimular a concorrência.

7. Landau complementou: "Quando você tem a Petrobras como operadora única, você está limitando a capacidade (de produção)".

8. Lula e Dilma, sabendo que custaria centenas de bilhões de dólares para desenvolver a região do Pré-sal, ainda quiseram empresas estrangeiras para ajudar a captação de recursos financeiros, como sócios minoritários, sem entregar à eles o poder de definir orçamentos ou decidir onde perfurar.

9. "O monopólio do produtor estatal sobre o Pré-sal precisa ser revisto”, disse Adriano Pires, consultor e coautor do plano de petróleo de Aécio Neves.

Dilma prioriza as compras locais, pois através delas são gerados emprego e renda no país, além de ser uma forma de combater a desindustrialização. Dilma quer que a Petrobras seja a operadora única do Pré-sal, porque a operadora é quem decide, dentre outras coisas, onde comprar e, sendo a nossa empresa, muito será comprado no país.

Dilma não aumenta o preço dos derivados a qualquer aumento do barril no mercado internacional, primeiro porque não dependemos mais de óleo do exterior e, depois, porque ela se preocupa com o bolso do povo. Dilma não tem nenhum assessor “comprometido com a indústria (estrangeira)” e nenhuma assessora com “experiência nas privatizações”.

Foi dito por Landau, de forma indireta, que o objetivo é expandir a produção de petróleo ao máximo. O governo Dilma busca expandir a produção, respeitando a capacidade de participação da Petrobras e de expansão dos fornecedores nacionais.

Alguém tem alguma dúvida que os dois candidatos são bem diferentes com relação ao setor de petróleo?



O pré-sal na mira dos apoiadores de Aécio

FRIDAY, 17 OCTOBER 2014

Petroleiras Americanas apoiando Aécio Neves, que promete Mudar a Lei de Partilha.

http://mobile.bloomberg.com/news/2014-10-10/shell-to-halliburton-seen-winning-with-brazil-s-neves.html

Tradução de Artigo no Bloomberg News, de Outubro 10, 2014 4:37

"Shell to Halliburton Seen Winning With Brazil’s Neves"

By Sabrina Valle and Juan Pablo Spinetto




TRADUZIDO>>

Vitória de Neves, ganhos da Shell e Halliburton

A perspectiva de uma mudança de regime no Brasil está fazendo a Petróleo Brasileiro SA (PETR4) o estoque mais valioso de petróleo do mundo. E também está abrindo as portas para empresas estrangeiras explorarem mais as grandes riquezas energética do país.Políticas que deixaram a estatal Petrobras, com 139.000 milhões dólares em dívida e projetos no exterior caros, frearam empresas como a Royal Dutch Shell Plc (RDSA) e Halliburton Co. (HAL) de expandir no país.

O candidato da oposição Aécio Neves prometeleiloar licenças de exploração com mais freqüência, aumentar os preços dos combustíveis e facilitar o processo legal e burocrático para as Petroleiras estrangeiras.Neves, cujo partido PSDB abriu o Petróleo para as Petroleiras estrangeiros no final dos anos 90, surpreendeu os analistas ao ficar em segundo lugar na votação 05 de outubro e forçar um segundo turno eleitoral.Frustração entre as empresas de petróleo e seus investidores com o Presidente Dilma Rousseff , tem crescido desde que assumiu o cargo em 2011. No mês passado, um grupo de lobby do petróleo disse que a indústria enfrenta dificuldades e alguns Petrobras (PBR) fornecedores podem deixar o Brasil.

Neves atacou a administração de Dilma e contratou um consultor da indústria e um funcionário envolvido nas privatizações na década de 1990, para redigir o seu programa de energia.

"Se Neves ganhar, ele vai abrir aos investidores estrangeiros", disse Robbert van Batenburg, diretor de estratégia de mercado na corretora Newedge EUA LLC, em entrevista por telefone de Nova Iorque:"Essas restrições às importações e barreiras comerciais não nos ajudam. Se ele ganhar, ele vai reverter todas as restrições "- A Atração do PréSal

Neves, ex-governador do estado de Minas Gerais, se comprometeu a fazer mais leilões de direitos de exploração. Ele também está pensando em mudar a legislação que obriga a Petrobras, a maior produtora em águas mais profundas do que 1000 pés, a manter um mínimo de 30 por cento em todos os projetos na região chamada de pré-sal.Rousseff e Neves estão empatados nas pesquisas eleitorais e há menos de duas semanas da eleição em 26 de outubro. As últimas pesquisas mostram que essa corrida presidencial é a mais contestada em mais de uma década.A Petrobras subiu 9,1 por cento desde que Neves ganhou um lugar no segundo turno, enquanto as outras grandes produtoras caíram. Nos últimos quatro anos, o estoque perdeu 32 % de valor em termos de dólares, e teve o pior desempenho entre os principais concorrentes.A exigência de que a Petrobras seja a operadora em cada nova descoberta no pré-sal, uma formação sob uma camada de sal no subsolo marinho, devem ser revistos para estimular a concorrência, Elena Landau, que aconselha Neves em matéria de energia, disse em uma entrevista ontem no Rio de Janeiro, que mudanças precisam da aprovação do Congresso.

— Operadora Única

"Quando você tem a Petrobras como operadora única, você está limitando a capacidade", disse Landau, que foi apelidada de "Dama de Ferro das Privatizações" pela imprensa brasileira depois de seu envolvimento nas privatizações de empresas públicas durante a década de 1990 no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Isso restringe a concorrência."Petrobras não quis comentar sobre como uma vitória Neves teria impacto na empresa e da indústria.

As regras existentes no momento maximizam a participação do país no setor, mas também atraem as empresas estrangeiras, disse Aloizio Mercadante, coordenador da campanha de Dilma Rousseff, por e-mail."Queremos que a Petrobras continue sendo a única operadora, sendo capaz de desenvolver pesquisas altamente científicas e de inovar, e participar de toda a cadeia industrial de gás e petróleo", disse Mercadante em resposta às perguntas da Bloomberg sobre a área do pré-sal.

— Não Valorizadas

"As empresas estrangeiras não são muito valorizados por este governo, como se elas fossem irrelevante", disse ela. Dilma mostra que durante a sua administração mais de 500.000 barris por dia na área do pré-sal já estão sendo produzidos, e disse ter protegido os preços de combustível aos consumidores da volatilidade dos mercados internacionais de petróleo. Ela prevê grande lucro que proporcionará o financiamento de programas sociais para reduzir a pobreza na nação mais populosa. da América Latina. A eliminação dos subsídios aos combustíveis que custaram Petrobras pelo menos 60 bilhões de reais no primeiro mandato de Dilma Rousseff aumentariam o lucro da empresa e sua capacidade de comprar bens e serviços de fornecedores como a Halliburton, de acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo, ou IBP, um grupo que faz lobby para a indústria.

— Trabalhadores Perdem

Em meados de 2010, Halliburton Chief Executive Officer David Lesar disse que a receita do Brasil cresceu quase 30 por cento, a empresa investiu em infraestrutura. Em janeiro, ele disse que as empresas de serviços foram "à procura de alívio", depois que as atividades de perfuração caíram abaixo das expectativas.Halliburton não quis comentar sobre o impacto de uma possível vitória de Neves nas urnas. "Os produtos de classe mundial e serviços convenientes também precisam ser competitivo em preço", disse vice-presidente da Shell para novos negócios nas Américas Jorge Santos Silva, durante uma conferência de petróleo offshore no mês passado. "Um dos maiores desafios que a indústria enfrenta é como ajudar os fornecedores locais e desenvolver produtos e serviços", disse ele. A Shell está sempre disposta a trabalhar com representantes do governo em que atua e prefere não comentar sobre eleições, ele disse em uma resposta por e-mail. O Brasil está perdendo trabalhadores qualificados de petróleo para outros países por causa de cancelamentos ou atrasos do projeto, Paulo Cesar Martins, o chefe da associação Abespetro de empresas de serviços offshore de petróleo, disse na mesma conferência. As companhias petrolíferas precisam ter leilões com frequência para manterem a equipe e os investimentos no Brasil, disse ele. O número de sondas de perfuração operados por outras empresas que não são da Petrobras caíram de 17 para 3, em 2010, ele disse.

— Deus é brasileiro

Cardoso, o ex-presidente, quebrou o monopólio da Petrobras na exploração e produção de petróleo em 1997 e criou os primeiros leilões de exploração a serem leiloados sob um modelo de concessão em 1999. O Brasil realizava leilões todo ano, até o ano de 2008.O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que os depósitos maciços eram prova de que "Deus é brasileiro" e decidiu que a Petrobras seria responsável por todos os projetos futuros na região.

Lula suspendeu licenças offshore para manter reservas de petróleo recém-descobertas do Brasil sob o controle do governo por meio da Petrobras, e o Brasil ficou sem oferecer nenhum leilão aberto na área no Présal até 2013. Em 2007, Lula e Dilma, ministra da Energia e depois chefe de gabinete, começou a planejar a legislação para permitir que o governo, por meio da Petrobras, mantivessem o controle do ritmo de desenvolvimento. Sabendo que custaria centenas de bilhões de dólares para desenvolver a região do pré-sal, eles ainda queriam empresas estrangeiras para ajudar a produção de finanças como sócios minoritários, mas sem entregar à eles o poder de definir orçamentos ou decidir onde perfurar.

— Um Líder

A legislação resultante foi algo nunca antes visto na indústria. As empresas petrolíferas são livres para formar consórcios e lances contra a Petrobras. Se eles vencerem, eles precisam convidar o ex-rival para se juntar ao grupo, com uma participação de 30 por cento e conceder-lhe o controle sobre as decisões do dia-a-dia. Nenhuma empresa entrou no leilão contra a Petrobras, quando o Brasil colocou o modelo à prova. Ela leiloou os direitos para produzir a Libra, um campo com valor equivalente as atuais reservas provadas brasileiras, e apenas um grupo liderado pela Petrobras colocou uma oferta. "O Monopólio" do produtor estatal sobre o pré-sal precisa ser revisto, Adriano Pires, o consultor e co-autor do plano de Petróleo de Aécio Neves, que não tem posição na campanha dele, disse em uma entrevista por telefone do Rio."A Petrobras não pode ser um instrumento de uso político", disse Pires. "Muita coisa vai ter que mudar."



Para entrar em contato com os repórteres nesta história: Sabrina Valle, no Rio de Janeiro em svalle@bloomberg.net ; Juan Pablo Spinetto no Rio de Janeiro em jspinetto@bloomberg.net


Para entrar em contato com os editores responsáveis ​​por essa história: James Attwood em jattwood3@bloomberg.net Peter Millard



Traduzido por Isabel Monteiro (@GringaBrazilien) em 17/10/2014


Artigo Original em Inglês, publicado por Bloomberg News aqui >http://mobile.bloomberg.com/news/2014-10-10/shell-to-halliburton-seen-winning-with-brazil-s-neves


LINK DA PUBLICAÇÃO: http://presalbrazil.blogspot.co.uk/2014/10/petroleiras-americanas-apoiando-aecio.html

Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia
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Otimismo com economia cresce e beneficia Dilma em nova pesquis


O mercado financeiro, a maioria dos economistas e alguns organismos internacionais podem estar muito pessimistas com a economia do país em 2015. Mas os brasileiros em geral estão na contramão desse sentimento, o que ajuda a explicar o aumento da aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT) e sua reação na corrida pela reeleição.

Os dados da corrida eleitoral do Datafolha desta terça são quase idênticos aos da pesquisa da segunda, um dia antes. Em votos válidos, Dilma registrou 52%; Aécio Neves (PSDB), 48%. Empate técnico no limite máximo da margem de erro, de dois pontos.

Em votos totais, Dilma oscilou de 46% para 47%, Aécio manteve os 43%. Brancos e nulos foram de 5% para 6%; indecisos, de 6% para 4%.

O exemplo mais eloquente disso é o da inflação. Pesquisa Datafolha realizada nesta terça (21) mostra que a expectativa de aumento dos preços desmoronou para o patamar mais baixo da série do instituto, desde 2007.

Em abril, no momento de maior pessimismo, 64% achavam que a inflação iria aumentar. No fim de setembro, 50% continuavam esperando o pior. Agora, apenas 31% acreditam nisso.

No sentido oposto, a esperança de queda da inflação também é recorde. Para 21%, o índice irá diminuir.

Ao opinar sobre desemprego, poder de compra, situação econômica do país e a própria situação, a tendência é a mesma: otimismo crescente, pessimismo cadente.

A explicação para o aumento do otimismo pode ser a própria campanha eleitoral. Inclusive a de Aécio.

Isso porque tanto a maioria dos eleitores da petista quanto a maioria dos adeptos do tucano apostam que seus respectivos candidatos irão vencer. Então, naturalmente, todos tendem a crer que o próximo presidente terá condições de promover melhorias.

Entre os que votam em Dilma, 82% acham que ela será reeleita. No grupo dos que votam em Aécio, 78% acham que o vencedor será ele.

O descompasso com as perspectivas econômicas parece grande. Depois de entrar em recessão entre janeiro e junho, a economia teve leve recuperação em julho e agosto, mas nada que altere a previsão de que o PIB deve crescer perto de 0,3% neste ano.

Já a inflação, que havia perdido fôlego entre junho e agosto, voltou a acelerar em setembro, com aumento dos preços dos alimentos. O aumento do custo de vida superou o limite fixado pelo próprio governo e está em 6,75%.

Nos segmentos sociais, a pesquisa confirmou avanços de Dilma entre as mulheres (de 42% para 47% desde o dia 9), no grupo dos que recebem entre dois e cinco salários mínimos (de 39% para 45% desde o dia 15) e no Sudeste (de 34% para 40% desde o dia 9).

Também detectou um forte aumento do interesse pela disputa: 50% dizem ter "grande interesse" pela eleição (no fim de agosto, eram 39%).

Combinado com o acirramento da disputa, isso torna o último debate ainda mais importante. O encontro da TV Globo será na próxima sexta.

O Datafolha ouviu 4.355 eleitores.

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Lembra da campanha do Collor? A de Aécio está pior...


Irmã de Lula pede votos para Aécio: 'melhor para o Brasil'

Lindinalva Silva, que já trabalhou em governos do PSDB, agora faz campanha para o tucano em vídeo que circula na internet

Estou pedindo para vocês terem consciência. No dia 26 de outubro, votem em Aécio Neves”, diz Lindinalva Silva, irmã do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em vídeo que circula na internet a favor do candidato do PSDB. Ao contrário da irmã, Lula está em campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), sua sucessora.

No vídeo, Lindinalva exibe uma folha de papel e, questionada por uma espécie de “apresentadora”, explica que o documento diz respeito a “umas leis, uns projetos que a Dilma está criando”. “Então é muito importante que todos vejam”, afirma – o internauta, no entanto, não consegue ler o que está escrito no papel.

“Você, como irmã do Lula, por que diz que nós temos que votar no Aécio, e não no PT?”, questiona a amiga-apresentadora. “Porque eu acho que é o melhor para o Brasil neste momento”, responde a irmã de Lula, que diz ainda que não está pensando em familiares, mas sim “no todo, no Brasil todo, principalmente nos cristãos”.



Em 2012, Lindinalva se candidatou a uma cadeira de vereadora na Câmara de Cuiabá pelo PTB. No dia da eleição, ela chegou a ser detida por suspeita de boca de urna, mas foi liberada na sequência.

A autenticidade do vídeo foi confirmada ao Terra pelo deputado eleito Wilson Santos (PSDB), ex-prefeito de Cuiabá (MT), que já teve Lindinalva em suas campanhas e, depois, a colocou no governo.

“Ela já fez isso por mim também, quando disputei a prefeitura contra o PT, em 2004. Sou amigo dela. Ela ficou oito anos na nossa gestão, foi assessora de gabinete. Era uma espécie de secretária, muito simpática e prestativa. Atendia líderes comunitários, lidava com o povo”, afirmou o deputado eleito.

Santos forneceu o número do celular de Lindinalva para que ela falasse com a reportagem, mas ela não atendeu às ligações. Ao ditar o telefone, ele fez uma piada com o número do PT na urna. "Sempre tem que ter um 13 para atrapalhar."

No Terra
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Sérgio Porto # 23


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Essa é do Barão... 81


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21/10/2014

A força simbólica no ato com Dilma e Lula na PUC de São Paulo


Desde a campanha de 89 que não se via um ato político com tamanha carga de emoção em São Paulo. Os paulistas que votam no PT (e também aqueles que, apesar de não gostarem tanto do PT, resolveram reagir à onda de ódio e conservadorismo que tomou conta das ruas) foram nesta segunda-feira/20 de outubro para o TUCA — histórico teatro da PUC-SP, no bairro de Perdizes.

O TUCA tem um caráter simbólico. E o PT, há tempos, se descuidara das batalhas simbólicas. O TUCA foi palco de manifestações contra a ditadura, foi palco de atos em defesa dos Direitos Humanos. Portanto, se há um lugar onde os paulistas podem se reunir pra dizer “Basta” à onda conservadora, este lugar é o teatro da PUC.

O PT previa um ato pra 500 ou 800 pessoas, em que Dilma receberia apoio de intelectuais e artistas. Aconteceu algo incrível: apareceu tanta gente, que o auditório ficou lotado e se improvisou um comício do lado de fora — que fechou a rua Monte Alegre.

Em frente ao belo prédio, com suas arcadas históricas, misturavam-se duas ou três gerações: antigos militantes com bandeiras vermelhas,  jovens indignados com o tom autoritário e cheio de ódio da campanha tucana, e também o pessoal de 40 ou 50 anos — que lembra bem o que foi a campanha de 89.

No telão, a turma que estava do lado de fora conseguiu acompanhar o ato que rolava lá dentro. Um ato amplo, com gente do PT, do PSOL, PCdoB, PSB, além de intelectuais e artistas que estão acima de filiações partidárias (como o escritor Raduan Nassar), e até ex-tucanos (Bresser Pereira).

Bresser, aliás, fez um discurso firme, deixando claro que o centro da disputa não é (nunca foi!) corrupção, mas o embate entre ricos e pobres. “Precisou do Bresser, um ex-tucano, pra trazer a luta de classes de volta à campanha petista” – brincou um amigo jornalista.

Gilberto Maringoni, que foi candidato a governador pelo PSOL em São Paulo, mostrou que o partido amadurece e tende a ganhar cada vez mais espaço com uma postura crítica — mas não suicida. Maringoni ironizou o discurso da “alternância de poder” feito pelo PSDB e pela elite conservadora: “Somos favoráveis à alternância de poder. Eles governaram quinhentos anos. Nos próximos quinhentos, portanto, governaremos nós”.

O “nós” a que se refere Maringoni não é o PSOL, nem o PT. Mas o povo — organizado em partidos de esquerda, em sindicatos, e também em novos coletivos que trazem a juventude da periferia para a disputa.

Logo, chegaram Dilma e Lula (que vinham de outro ato emocionante e carregado de apelo simbólico — na periferia da zona leste paulistana). Brinquei com um amigo: “bem que a Dilma agora podia aparecer nesse balcão do TUCA, virado pro lado de fora onde está o povo…”. O amigo respondeu: “seria bonito, ia parecer Dom Pedro no dia do Fico”. Muita gente pensou a mesma coisa, e começaram os gritos: “Dilma na janela!”

Mas a essa altura, 10 horas da noite, só havia o telão. As falas lá dentro, no palco do Teatro, foram incendiando a militância que seguia firme do lado de fora — apesar da chuva fina que (finalmente!) caía sobre São Paulo. Vieram os discursos do prefeito Fernando Haddad, de Roberto Amaral (o presidente do PSB que foi alijado da direção partidária porque se negou a alugar, para o tucanato, a histórica legenda socialista), e Marta Suplicy…

Vieram os manifestos de artistas e professores — lidos por Sergio Mamberti. E surgiram também depoimentos gravados em vídeo: Dalmo Dallari (o antigo jurista que defende os Direitos Humanos) e Chico Buarque.

Quando este último falou, a multidão veio abaixo. A entrada de Chico na campanha teve um papel que talvez nem ele compreenda. Uma sensação de que — apesar dos erros e concessões em 12 anos de poder — algo se mantem vivo no fio da história que liga esse PT da Dilma às velhas lutas em defesa da Democracia nos anos 60 e 70.

Nesse sentido, Chico Buarque é um símbolo só comparável a Lula na esquerda brasileira.

Aí chegou a hora das últimas falas. Lula pediu que se enfrente o preconceito. Incendiou a militância. E Dilma fez um de seus melhores discursos nessa campanha. Firme, feliz.

O interessante é que os dois parecem se completar. Se Lula simboliza que os pobres e deserdados podem governar (e que o Estado brasileiro não deve ser um clube de defesa dos interesses da velha elite), Dilma coloca em pauta um tema que o PT jamais tratou com a devida importância: a defesa do interesse nacional.

Dilma mostrou — de forma tranquila, sem ódio — que o PSDB tem um projeto de apequenar o Brasil. Lembrou os ataques ao Brasil nas manifestações contra a Copa (sim, ali o que se pretendia era rebaixar a auto-estima do povo brasileiro, procurando convencê-lo de que seríamos um povo incapaz de receber evento tão grandioso), lembrou a incapacidade dos adversários de pensarem no Brasil como uma potência autônoma.

Dilma mostrou clareza, grandeza e calma. Muita calma.

Quando o ato terminou, já passava de 11 da noite. E aí veio a surpresa: Dilma foi — sim — pra janela, para o balcão do Teatro voltado pra rua.



No improviso, sem microfone, travou um diálogo com a multidão, usando gestos e sorrisos. Parecia sentir a energia que vinha da rua. Dilma, uma senhora já perto dos 70 anos (xingada na abertura da Copa, atacada de forma arrogante nos debates e na imprensa), exibiu alegria e altivez.

Foram dez minutos, sem microfone, sem marqueteiro. O povo cantava, e Dilma respondia — sem palavras. Agarrada às grades do pequeno balcão, pulava e erguia o punho cerrado para o alto. Não era o punho do ódio. Mas o punho de quem sabe bem o lado que representa.

Dilma não é uma oradora nata, não tem o apelo popular de um Lula. Mas nessa campanha ela virou líder. O ato no TUCA pode ter sido o momento a marcar essa passagem. Dilma passa a ser menos a “gerente” e muito mais a “liderança política” que comanda um projeto de mudança iniciado há 12 anos.

Dilma traz ao PT uma pitada de Vargas e Brizola, de trabalhismo e de defesa do interesse nacional. E o PT (com apoio da militância popular, não necessariamente petista) finalmente parece ter incorporado Dilma não como a “continuadora da obra de Lula”, mas como uma liderança que se afirma por si. Na luta concreta.

Uma liderança que — na reta final, nessa segunda-feira de garoa fina em São Paulo — pulava feito menina no ritmo da rua, pendurada no histórico balcão da PUC de São Paulo. Dilma ficou maior.

Rodrigo Vianna
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MP abre ação contra Aécio por aeroporto de Cláudio


Ministério Público Federal em Minas Gerais decidiu abrir investigação para apurar se o ex-governador mineiro cometeu improbidade administrativa na construção de um aeroporto no município de Cláudio (MG); o aeródromo custou R$ 14 milhões em recursos públicos e foi construído em um terreno desapropriado que pertenceu ao tio-avô de Aécio Neves; segundo denúncia da Folha de S. Paulo, as chaves do aeroporto ficavam em poder da família do hoje presidenciável; tucano nega irregularidades e defende que obra beneficiou a população local.

A parte criminal de uma representação apresentada pelo PT contra Aécio foi arquivada no início do mês pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele enviou o restante da representação, no entanto, para Minas Gerais, a fim de que fosse investigado se houve crime de improbidade administrativa.
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Aécio Neves, o "caçador de sonhos"

Em 1989, as famílias que dominam a mídia brasileira impuseram ao país um candidato — Fernando Collor, o "Caçador de Marajás", o candidato que combateria a corrupção e acabaria com os altos salários do funcionalismo público. Exatos 25 anos depois, as mesmas famílias tentam repetir o feito, impondo ao país o seu candidato. Agora, em lugar do caçador de marajás, o que se apresenta é um caçador do direito de opinião dos adversários, de conquistas dos trabalhadores, dos sonhos dos brasileiros.

Em 1989, o candidato das famílias donas da mídia brasileira venceu e, menos de dois anos depois, foi retirado da presidência, numa ampla mobilização popular que resultou no impeachment. Mas a mídia conseguiu criar um novo salvador da pátria, FHC, o caçador da inflação. O sociólogo da Sorbonne derrotou o operário Luiz Inácio Lula da Silva no 1° turno.

Foram dois mandatos de privatizações, de entrega de empresas estratégicas ao capital privado, precarização da mão de obra, arrocho salarial. A indústria nacional, com a abertura sem precedentes da economia, foi dizimada. A pesquisa tecnológica foi abandonada. As escolas técnicas foram quase destruídas por falta de investimento. Nenhuma nova escola técnica foi construída. A ordem era deixar o mercado dar as cartas, pois a economia livre das amarras do Estado nos levaria à felicidade.

Eleito em 2002, Lula recebeu um país quebrado. Ainda mais desigual do que deixara a ditadura militar em seus 21 anos. O modelo neoliberal, que não deu certo em nenhuma parte do mundo, fracassou também no Brasil e foi amplamente rejeitado pela população.

Na era Lula/Dilma o país voltou a sonhar. O cidadão voltou a ter orgulho de ser brasileiro. Recuperou a sua identidade. A desigualdade social foi reduzida drasticamente. Passamos a ser mais respeitados interna e externamente.

Por que setores do grande capital e a grande mídia não aceitam este novo modelo? Porque são os mesmos que sempre defenderam uma sociedade para poucos. Uma sociedade onde a exclusão social é fundamental para garantir o controle através de uma mídia ditatorial, que sempre apoiou as posições mais reacionárias e atrasadas. Tentou derrubar Vargas, foi culpada por sua morte, apoiou a ditadura militar. Se houve um partido que cresceu e se fortaleceu, foi o PIG, Partido da Imprensa Golpista.

Domingo, dia 26 de outubro, o que vamos decidir é se aceitamos um novo caçador ou se continuaremos avançando na conquista de uma sociedade mais solidária, igualitária, que respeite as diferenças, que respeite homens e mulheres. Que mantenha o Brasil forte e soberano.

Nós, do Instituto Telecom, não temos dúvida de que só há um caminho a seguir: Dilma.

Do Instituto Telecom
No Blog do Miro
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Braço direito de Youssef envolve ‘mais tucanos’ na propina da Petrobras


Um dos parlamentares do PSDB de Londrina, região Norte do Paraná, teria recebido propina do esquema do doleiro londrinense Alberto Youssef, preso desde março na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

A revelação acima é do empresário Leonardo Meirelles, braço direito do doleiro, em depoimento à Justiça Federal. Ele é acusado de fazer remessas ilegais de recursos para o exterior, conforme seu advogado Haroldo Nater. A informação é da Folha de S. Paulo (clique aqui).

A cidade de Londrina possui dois parlamentares do PSDB: o senador Álvaro Dias e deputado federal Luiz Carlos Hauly. Alvaro é antigo conhecido do doleiro, pois, em 1998, o tucano voou nas asas de um jatinho de Youssef. O serviço teria sido pago pela Prefeitura de Maringá (clique aqui).

Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa mantinha relações umbilicais com Janene.

Na eleição municipal de 2004, Hauly teria “negociado” para ficar neutro no segundo turno entre Nedson Micheleti (PT) e Antônio Belinati (PP). Na época, o então deputado José Janene (PP), já falecido, denunciara na imprensa que a posição do tucano custou R$ 500 mil. A suspeita também foi registrada pela Folha de São Paulo em 2006 (clique aqui).

Na semana passada, o doleiro declinou o nome do ex-presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), morto este ano, pelo recebimento de propina da Petrobras. A grana seria para “esvaziar” uma CPI no ano de 2009 (clique aqui).

No Blog do Esmael
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Aécio tinha carteira de policial como “secretário particular” de Tancredo


Sem nunca ter tido formação policial, o senador e candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), já teve e utilizou carteira da polícia mineira para dar a famosa “carteirada”.

Aécio aproveitou da influência do clã familiar para obter a carteira de polícia de número 8428, emitida em 19 de abril de 1983 pela Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais (SSP-MG), que assegurava ao seu portador poderes de polícia.

A carteira foi obtida por Aécio quando ele tinha 23 anos, na mesma época em que seu avô, Tancredo Neves, governava o Estado de Minas Gerais.

Cópia do documento publicada neste blog encontra-se arquivada na sede do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon).

Para requerer o seu registro profissional de economista junto ao Corecon, Aécio optou por utilizar a carteira policial em vez da carteira de identidade oficial.

Aécio exerceu o cargo de secretário de gabinete parlamentar da Câmara dos Deputados dos 17 aos 21 anos, entre 1977 e 1981.

No mesmo ano em que “deixou” a Câmara, começou a trabalhar na campanha para o governo de Minas Gerais com o avô. Em 1983, foi nomeado secretário particular de Tancredo Neves.

PS do Viomundo: Aécio admitiu que morava no Rio quando exerceu o cargo de assessor parlamentar em Brasília. Além de neto de Tancredo, ele é filho do falecido deputado federal Aécio Ferreira da Cunha, que serviu à Arena, o partido de sustentação da ditadura militar. Aos 25 anos de idade, depois da morte de Tancredo, Aécio foi indicado diretor da Caixa Econômica Federal pelo então ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, primo dele. Era o governo Sarney, do qual Aécio também obteve concessão pública de uma emissora de rádio em Minas Gerais.

Rodrigo Lopes
No Viomundo
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