25/10/2014

Organizações Globo: o que a gente vê por aqui

“Em ato em São Paulo, Lula faz nova agressão à imprensa”. Esse é o título de matéria de O Globo publicada no dia 21 de outubro. Nela o jornal (não há crédito para autor) relata que Lula teria “atacado a imprensa”, ao dizer em comício que os jornalistas Miriam Leitão e William Bonner falavam mal de Dilma. Logo após enunciar o fato, a reportagem de O Globo vai ouvir a outra parte, a TV Globo.

A resposta curta da emissora vale a pena ser reproduzida literalmente: “[nossos] jornalistas não falam mal de ninguém, mas apenas cumprem a sua obrigação de perguntar e noticiar fatos”.

As Organizações Globo são a maior empresa de comunicação do Brasil. Os 45 anos de seu Jornal Nacional, o mais notório noticiário da televisão brasileira, foram comemorados este ano sob a sombra do registro de uma das mais baixas audiências de sua história. Ainda assim, o JN não perdeu seu protagonismo no gênero. O jornal impresso O Globo desempenha papel semelhante no Rio de Janeiro: a despeito da queda de sua tiragem anual, ainda representa a mídia impressa de maior circulação na cidade e ocupa o terceiro lugar no Brasil, de acordo com o ranking de 2013 da Associação Nacional de Jornalistas (ANJ).

A concentração da propriedade dos meios de comunicações em nosso país, da qual as Organizações Globo são o maior exemplo, levanta uma série de questões de ordem teórica e política, entre elas, a da sinergia e coerência das linhas editoriais de suas várias mídias: TV Globo, Jornal O Globo, Revista Época, Globo News etc. No presente artigo, fazemos um estudo de caso comparando a cobertura das eleições de 2014 no jornal O Globo e no JN. Será que elas seguem os mesmos padrões? Será que a descrição que a TV Globo fez de seus jornalistas é verdadeira? A análise da cobertura dos candidatos em cada um desses meios, que vai abaixo, nos ajudará a responder essas perguntas. Comecemos pelos gráficos de matérias neutras para cada candidato:

Jornal Nacional — Candidatos (Valências neutras)

JN_Candidatos_ValenciasNeutras

No Jornal Nacional a presidente Dilma Rousseff manteve-se quase que o período todo acima de seus dois principais contendores no número de neutras, com exceção do curto período que se segue à semana da morte de Eduardo Campos (13/08), no qual Marina Silva a ultrapassou. Após a superexposição dada pelo Jornal Nacional a Marina Silva, nesse momento, sua curva se aproxima muito da de Aécio, a ponto de tornarem-se virtualmente idênticas. A de Dilma também tem forma bem similar, mas está acima das curvas de seus dois adversários. A superioridade de Dilma na cobertura neutra se deve certamente ao fato de ela ser Presidente da República, ou seja, continuar no exercício da função mesmo durante a campanha eleitoral. Já o formato muito similar das curvas de Aécio e Marina, e mesmo de Dilma, mostram que o jornal provavelmente controla não somente a exposição de cada candidato, mas também a valência das matérias que tratam deles.

O Globo — Candidatos (Valências neutras)

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Como o gráfico acima mostra, o comportamento da cobertura de capa do jornal O Globo é diverso do seu congênere televisivo no que toca a cobertura neutra dos candidatos. A semana da morte de Eduardo Campos inaugurou um período de superexposição de Marina Silva mais longo e intenso. Já na primeira semana ela obtém quase o dobro de neutros de Dilma (22 contra 13), fica acima da candidata-presidente até o final de agosto e, a partir daí, passa a se alternar com Dilma na liderança das menções neutras até praticamente o primeiro turno. O gráfico de neutros do jornal tem também outro aspecto de interesse. Nas últimas semanas anteriores ao primeiro turno, quando Marina começava a cair nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB, Aécio Neves, que havia sido relegado a um terceiro plano depois da subida de Marina, começa a ter sua exposição aumentada pelo jornal, a ponto de passar Marina e passar Dilma. Na semana do primeiro turno ele obteve uma proporção de 3 neutras na capa para cada 2 de Dilma (18/13). Ou seja, tanto o crescimento de Marina e depois o de Aécio foram apoiados pela exposição do jornal, mas só o crescimento de Marina parece ter recebido tratamento similar do Jornal Nacional.

A comparação dos gráficos de matérias e chamadas neutras nas capas do jornal com o número de matérias neutras no Jornal Nacional, como um todo, mostra que o jornal impresso manipulou bem mais a exposição dos candidatos do que seu congênere televisivo. O quadro da comparação dos gráficos de negativas, contudo, é diverso. Vejamos primeiro a cobertura do Jornal Nacional durante a campanha.

Jornal Nacional — Candidatos (Valências contrárias)

JN_Candidatos_ValenciasContrarias

A imagem é tão forte que dispensa muitos comentários. O viés contra Dilma ao logo de todo o período eleitoral foi tremendo. Só para se ter um parâmetro de comparação, quando ela atingiu um pico de 23 matérias negativas na semana de 7 a 13 de setembro, Aécio teve duas e Marina uma. Esses números não levam em conta as matérias negativas do JN sobre o Governo Federal, que não citavam Dilma diretamente, sobre economia e sobre o PT, que, como as páginas dos Manchetômetro mostram, foram abundantes em toda a campanha (http://www.manchetometro.com.br/analises/). Note-se ainda que há um crescimento da cobertura negativa à medida que a campanha avança no tempo, o que denota a intensificação do combate da editoria do JN à candidatura do governo.

O Globo — Candidatos (Valências contrárias)

OGlobo_Candidatos_ValenciasContrarias

O gráfico de negativas de O Globo é bem similar ao do JN: Dilma é massacrada, enquanto os outros candidatos passam quase incólumes. Mas há uma diferença importante e ela diz respeito à cobertura de Marina Silva. O jornal de fato aumentou bastante o número de negativas na capa para a candidata no período que vai da morte de Eduardo Campos até meados de setembro. Mas à medida que Marina começou a cair nas pesquisas, o número de negativas nas capas também arrefeceu. O número de negativas para Dilma é realmente expressivo, atinge picos de 28 manchetes ou chamadas por semana, ou seja, uma média de quatro por dia, somente na capa do jornal. E esse pico é alcançado duas vezes, na semana de 7 a 13 de setembro e na semana de 21 a 27 de setembro, isto é, às portas do primeiro turno.

Como nossa análise mostrou, as Organizações Globo, tanto por meio do Jornal Nacional quanto pelo periódico O Globo, cobrem as eleições de maneira fortemente enviesada, dedicando um número desproporcional de matérias negativas à Dilma Rousseff e ao seu partido, o PT. Ao mesmo tempo, blindam os candidatos da oposição, limitando-se a noticiá-los de forma neutra. O Manchetômetro, por meio de suas análises, mostra claramente esse comportamento enviesado. Até quando os grandes meios de comunicação vão conseguir manter o discurso hipócrita da neutralidade? Isso é algo que ainda não podemos responder.

João Feres Júnior, Eduardo Barbabela e Marcia Rangel Candido
No Manchetômetro
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Os atos finais da campanha de Dilma em SP


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Em busca de 2015: Revolução Democrática 3.0


E, enfim, vamos à eleição!

A eleição mais programática da história recente do país e, sem dúvida, a mais polarizada.

Aécio, de seu lado, defendeu abertamente o governo FHC e não o escondeu em sua campanha. Foi justo com seu correligionário e correto do ponto de vista político: disse à sociedade o que pensava.

Desde declarar-se pronto para tomar “medidas impopulares” em jantar com empresários, seu anúncio de que acabaria, sim, com o Mercosul, passando por FHC associar os votos petistas a “ignorantes-nordestinos-pobres”, tangenciando Armínio Fraga e sua falta de certeza sobre o que sobraria dos bancos públicos e sua queixa sobre o salário mínimo estar “muito alto”, chegando ao ex-embaixador estadunidense se intrometendo no pleito brasileiro e prometendo que, caso Aécio vencesse, os EUA imediatamente o convidariam para os visitar. Sem falar no diplomata que articulou a fuga de um político corrupto boliviano daquele país pedir votos em Aécio, ou Lobão prometendo que fugiria do “Brasil comunista” caso Dilma fosse eleita. Mais claro impossível.

Dilma, ao seu lado, não deixou por menos. Disse que não anuncia ministério coisíssima nenhuma para “tranquilizar” mercado, que sinaliza é para o povo. Não titubeou em falar uma verdade inadiável: a The Economist (que defendeu “mudanças” no governo brasileiro) é uma revista do sistema financeiro. Dilma não recuou em seu compromisso de combater a inflação, mas, com todas as letras, demarcou que o preço disso não seriam empregos e salários. Em discursos e na TV, não balançou em condenar severamente qualquer ideia de independência formal do Banco Central e, além disso, pôs as instituições democráticas como soberanas em qualquer matéria, inclusive a política econômica. Ante a ofensiva da direita evangélica (nem todos lá são de direita), se comprometeu em criminalizar a homofobia.

Aécio foi buscar o fascismo dos colunistas “pigais”, mobilizou o ódio das classes mais altas e seus preconceitos sociais e chiliques remotos à Guerra Fria.

Dilma foi lá onde a mídia plantou o terrorismo com a inflação e o desemprego e resgatou a classe C.

Aécio, quando parecia combalido e vendido pela onda marineira, quando seus partidários (FHC e Serra à frente) falavam em renúncia de sua candidatura para apoiar Marina, quando a extrema-direita (Malafaia, Feliciano e Bolsonaro) exigiam que assim o fizesse, foi lá e disse “fico”, nadando até o segundo turno.

Dilma, quando parecia nocauteada por uma furtiva expressão eleitoral das Jornadas de Junho, chamou a liderança da campanha para si, organizou sua tropa de choque e, armada com a militância e a propaganda revolucionária (em todos os bons sentidos da palavra) de João Santana, comandou a virada da primeira volta e, segundo Ibope e Datafolha desta quinta-feira 23/10/2014, a da segunda.

Na pré-campanha, as questões de fundo, do Id da sociedade brasileira, vieram à tona.

Jango exumado, Jango resgatado e revisitado no cinquentenário do golpe militar de mais do que as narrativas de tortura etc.

Do outro lado, Serra e FHC dizendo que Jango não era democrata e só não deu o golpe primeiro. Elio Gaspari fazendo paralelos entre o espírito autoritário (e “aparelhista-sindicalista”) de Jango e o PT de hoje. Fernão Lara Mesquita proclamando que “desde 32, São Paulo resiste” e pondo-se a atacar Lula por meio das críticas à Getúlio, num quase loas à Velha República.

Trabalhismo x Udenismo na mesa. Revolução de 30 x Federalismo Oligárquico na sobremesa. Neste exato momento, Lula lembra o suicídio de Vargas e o PSDB convoca marcha contra “podridão”. Valter Pomar alerta que precisamos vencer com uma certa margem por que Alberto Goldman, há dois dias seguidos, promete golpe de estado, afirmando que o próximo governo não teria legitimidade.

Lindo! (digo eu). Mais do que projeto político, história aberta, clara, límpida para o povo escolher. Novamente, quem encarnou o espírito da UDN amarga derrotas atrás de derrotas nas urnas democráticas.

Quem tentou esconder o que pensava virou pó e choramingos sobre “baixarias” e “calúnias” que nada mais eram do que o confronto político nu e cru, onde se chamou as coisas pelo nome que elas tem. Quem pendurou sua liderança nos ombros de um banco, no “banco” pendurada ficou. Quem não tinha a ver com o passado de disputa de rumos da sociedade brasileira, misturando Chico Mendes com elites, nem o “Hulk” teve, ao final, para lhe consolar.

Este é o Brasil, onde, no bar, além de futebol se discute política. Para horror de um certo Departamento de Estado, que preferia “ganhar” eleições com anúncios-declarações de Lindsay Lohan.

Este é o retrato do país que vai às urnas e, por óbvio, do país que sai das urnas. Há riscos de radicalização? Sim. Há “riscos” de conciliação? Sim. Ambos devem ser afastados em nome do avanço da democracia brasileira, pois o avanço dela não é mais um consenso em torno de que ela é necessária, como na época das Diretas, Colégio Eleitoral, Impeatchment de Collor a transição FHC-Lula de 2002-2003. Agora, a democracia política mais longa de nossa história deve caminhar ao compasso da democracia social que se desenvolveu a partir de 2003.

A última peça publicitária da campanha aponta o futuro: levar a tendência histórica da sociedade brasileira a qual Dilma, no século XXI, representa, até o fim. Estes são os novos desafios. Ao seu lado, o povo, movimentos sociais, militância, marketing de qualidade, Lula! O PT pendurado no pescoço, a aliança com o PMDB, mas a força histórica garbosa de Getúlio, Jango, Brizola, Arraes, Prestes, Darcy, Florestan, Apolônio, Marighella, Jobim e tantos outros que sonharam e amaram o Brasil.

Que a história não acabaria, só Fukuyama não acreditou. Agora, deve começar a Revolução Democrática 3.0.

Leopoldo Vieira
No Blog do Zé
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Debate final

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Coxinha


Aroeira
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Dilma ganhou de pouco, venceu de muito


No último debate, a presidente precisava empatar mas mostrou mais consistência do que adversário

O debate de ontem terminou na primeira pergunta. Aécio Neves tentou usar a última edição da Veja para colocar Dilma contra a parede. A presidente deu uma resposta a altura, desqualificando uma denúncia que nem seu autor — nem a revista que a publicou — conseguem sustentar com base em provas. Foi uma colocação firme, sem piscar.

O debate terminou aí porque, como se sabe, o último debate de uma campanha envolve uma questão essencial. Quem está na liderança das pesquisas joga na defesa e pode ganhar mesmo que empatar. Quem está atrás precisa tentar virar o jogo de qualquer maneira, mas isso só se consegue quando o interlocutor oferece brechas e oportunidades.

Num confronto que tem algo de uma luta de boxe, é preciso encaixar golpes no rival — uma forma de mostrar ao juri de eleitores, indecisos e pouco firmes, que ele tem pontos fracos que precisam ser levados em consideração. Mas a presidente atuou como se estivesse protegida por uma couraça. Quando a primeira revista não deu certo, Aécio falou de uma reportagem da Istoé.

Entre o 5 de outubro, dia do 1º turno, e o debate de ontem, o eleitorado brasileiro assistiu a uma outra campanha. Durante um ano inteiro, o discurso da oposição — qualquer que fosse seu candidato — colheu o benefício da postura dos principais meios de comunicação contra o governo. Tratados como questões prioritárias da eleição, temas como inflação, baixo crescimento, incompetência administrativa, Petrobras, dominaram a agenda da primeira fase, graças a um auxílio numérico, também. Em cada confronto presidencial, ocorria um conflito de 6 contra 1, sem alívio para a presidente.

No segundo turno, o debate teve outro horizonte.

Graças ao horário político, o domínio dos meios de comunicação foi amenizado. As redes sociais também mostraram seu alcance e sua garra. Tudo isso permitiu a Dilma defender os pontos de vista do governo, ajudando sua campanha a reencontrar a base de apoio que vinha construindo aos trancos e barrancos desde a posse. Para dois terços do eleitorado, a inflação ficará como está ou pode cair. O desemprego pode diminuir ou ficar na mesma proporção. Para 44%, o crescimento pode melhorar.

Ao derrotar Marina Silva no plano das ideias e dos argumentos, num jogo que foi bruto de parte à parte, Dilma não venceu apenas uma candidatura. Também derrotou uma visão política, a noção de que o mercado tem as melhores e mais eficientes respostas para um país como o nosso. Fazendo uma campanha muito mais à esquerda do que seu governo, a presidente mostrou realizações. Voltou ao discurso pobre x rico que está na origem do PT — e de toda organização política nascida pelo reconhecimento da existência de uma luta de classes nas sociedades contemporâneas.

O reconhecimento dos dramas mas também dos benefícios do presente permitiu ao eleitorado recordar o “passado”, aquela parte da história do país com a qual os herdeiros de 500 anos de governo tem uma compreensível dificuldade para conviver e explicar. Com uma visão basicamente idêntica, que lhe permitiu diversas ações combinadas de auxílio-mútuo, Aécio ultrapassou Marina — mas já estava sem uma perna quando chegou ao segundo turno e precisava enfrentar um debate cara a cara. Não por acaso, perdeu todos os confrontos, inclusive aquele em que foi o mais agressivo. Empurrado para um canto conservador, debateu-se em contradições insolúveis. As intervenções de Armínio Fraga como candidato a ministro da Fazenda trouxeram mais danos do que benefícios a candidatura, em especial depois de uma derrota amarga num debate — assistido por todos os entendidos — para Guido Mantega.

Aécio tentou, ontem, usar a AP 470 contra o governo — missão difícil para quem não oferece respostas convincentes para o mensalão PSDB-MG, que o eleitor hoje conhece e condena até com mais vigor, pois não levou a uma única punição. Denunciou o porto de Mariel, em Cuba, um negócio que é difícil de condenar do ponto de vista comercial — mas serve para explorar o anti-comunismo primitivo de fatias conservadoras do eleitorado, apenas.

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Dilma passou pelo teste do debate da Globo e é favoritíssima para ser reeleita


O debate da Globo tem características diferentes dos de outras TVs e portais. Ele conta com a presença dos chamados indecisos. Esses eleitores fazem perguntas mais programáticas, mas ao mesmo tempo quebram um pouco o ritmo do enfrentamento entre os candidatos. Até por isso, o debate da Globo foi menos eletrizante que os anteriores. E isso favoreceu a presidenta Dilma.

O primeiro bloco foi o mais quente. Como já era esperado, Aécio Neves foi pra cima de Dilma usando a capa da Veja logo de cara. Dilma se saiu de forma tranquila, mas muito firme. Disse que vai processar a revista e deixou meio claro que se tratava de uma tentativa de golpe eleitoral.

Nos outros blocos, o ritmo de ataques diminuiu. E  o debate ficou mais tranquilo e programático. De qualquer forma, ainda houve tempo para Aécio trazer à baila o mensalão e perguntar a Dilma o que ela achava do fato de Zé Dirceu estar preso.

E deu tempo também de Dilma perguntar se houve falta de planejamento no caso da falta de água de São Paulo, já que no Nordeste também não chove , mas não falta água. E aí veio a melhor tirada da noite. Dilma citou o humorista José Simão e disse que do jeito que a coisa estava indo os tucanos iam lançar o plano Meu Banho, Minha Vida.

Não houve grandes vencedores no debate desta noite. Mas eu diria que Dilma pode até ter ganhado por pontos.E que como já estava em vantagem, esse resultado foi excelente para ela

Hoje, em várias cidades brasileiras a militância petista foi às ruas de vermelho e criou um clima de vitória. Quando essa onda se forma é muito difícil revertê-la. Se Aécio começou com pequena vantagem no segundo turno, Dilma passa pelo debate da Globo como a grande favorita.

É claro que numa eleição dessas é de alto risco fazer previsões, mas este blogueiro cravaria todas suas parcas economias na vitória de Dilma no domingo.

Dilma deve ser reeleita presidenta da República, ganhando de toda a mídia, do PSDB, de Marina, da família Campos, de parte do PMDB e de toda a direita truculenta.

Não é pouca coisa.

Dilma deve ganhar de todos eles e com o apoio do PSoL e de quase todos os movimentos sociais brasileiros sérios.

Também não é pouca coisa.

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Sérgio Porto # 26


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Essa é do Barão... 84


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Dilma neutraliza a bala de prata


A famosa “bala de prata”, que poderia modificar os votos dos indecisos, foi neutralizada de cara pela presidente Dilma Rousseff, já na abertura do debate da TV Globo.

Ela atacou a credibilidade não só da revista Veja, como também da IstoÉ, que mais uma vez neste fim de semana fez jus ao apelido jocoso de QuantoÉ.

Diríamos que este foi o debate do alprazolam, a droga que é o sossega leão dos ansiosos.

Aécio Neves cometeu algumas gafes, como quando se referiu ao inexistente Ministério do Desenvolvimento Econômico ou disse que é um orgulho ter um pedaço do Nordeste “incrustrado” em nosso território, Minas Gerais. Reproduziu, assim, o preconceito comum de uma pequena fatia dos mineiros em relação às terras cantadas por Guimarães Rosa.

Por outro lado, o senador foi bem quando disse que a melhor forma de combater a corrupção é tirando o PT do poder. Foi bem, ainda, quando disse que o governo de FHC “tirou a inflação das costas do brasileiro”. Friso: do ponto-de-vista da retórica.

Já Dilma foi muito feliz quando popularizou seu discurso e recorreu a uma frase do humorista José Simão, segundo o qual os tucanos criaram, em São Paulo, o programa “Meu banho, minha vida”.

Além disso, a candidata governista insistiu nas coisas que realmente importam não só para os indecisos, mas para os brasileiros em geral: emprego e salário. No frigir dos ovos, é isso o que conta. O grande terror de qualquer brasileiro, em qualquer tempo, é o desemprego.

No conjunto da obra, Dilma fez o necessário para impedir uma grande surpresa de última hora. Se de fato Aécio precisava de uma grande virada para vencer as eleições de domingo, não teve êxito.

Se a capa de Veja foi a bala de prata da oposição, melhor caracterizá-la como um tiro no pé.

Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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